Tony Garcia acusa Moro de agir para esvaziar candidatura ao Governo do Paraná
Ex-deputado afirma que senador teria interferido na direção do partido para inviabilizar sua pré-candidatura; aliados de Moro negam irregularidades e tratam movimentação como disputa interna
Por Gazeta do Paraná
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O cenário da disputa pelo Governo do Paraná ganhou um novo capítulo de tensão nesta semana. O ex-deputado estadual Tony Garcia, que se apresenta como um dos principais adversários políticos do senador Sergio Moro (PL), acusou o parlamentar de atuar diretamente para enfraquecer sua pré-candidatura ao Palácio Iguaçu por meio de uma intervenção na estrutura partidária.
Em entrevista ao jornal O Globo, Tony Garcia afirmou que Moro teria “corrompido” seu partido para impedir o avanço de seu projeto eleitoral. Segundo ele, mudanças promovidas na direção da legenda tiveram como objetivo retirar seu espaço político e inviabilizar sua candidatura antes mesmo do início oficial da campanha.
Garcia construiu sua pré-candidatura tendo como principal bandeira o enfrentamento político ao ex-juiz da Lava Jato. Nos últimos meses, passou a intensificar críticas ao senador, especialmente em relação à Operação Lava Jato e aos episódios envolvendo sua atuação como magistrado federal.
Acusações
Segundo Tony Garcia, a troca no comando partidário não ocorreu de forma espontânea, mas teria sido resultado de articulações conduzidas por Moro para consolidar seu grupo político e eliminar possíveis adversários ainda na fase de definição das candidaturas.
O ex-deputado sustenta que a mudança representou uma intervenção política destinada exclusivamente a impedir sua participação na disputa pelo Governo do Estado. Na avaliação dele, o episódio demonstra que a disputa eleitoral já começou nos bastidores, muito antes do período oficial de campanha.
Resposta
Aliados de Sergio Moro rejeitam as acusações e afirmam que a reorganização partidária faz parte da autonomia interna da legenda. A avaliação é de que as mudanças seguiram critérios políticos e administrativos, sem qualquer irregularidade ou direcionamento para impedir candidaturas específicas.
O episódio amplia a temperatura da sucessão estadual em um momento em que as alianças partidárias ainda estão em formação e as convenções começam a definir oficialmente os candidatos ao Governo do Paraná.
Disputa antecipada
A troca de acusações evidencia que a corrida eleitoral paranaense tende a ser marcada por forte judicialização e intensificação dos embates políticos. Com o início das convenções, lideranças buscam consolidar espaço dentro das legendas enquanto procuram neutralizar adversários antes da definição definitiva das chapas.
Independentemente do desfecho da disputa interna, o episódio reforça que a sucessão estadual já entrou em sua fase mais delicada, na qual o controle das estruturas partidárias passa a ser tão estratégico quanto o desempenho nas pesquisas eleitorais.
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