TJ-PR suspende investigação do Gaeco contra Tico Kuzma por suposta rachadinha
Decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná interrompe investigação da Operação Prática Corrente, que apura supostas irregularidades envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba
Créditos: Rodrigo Fonseca/CMC
Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu a investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que apura supostas irregularidades envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD).
A medida foi concedida pela desembargadora Priscilla Placha Sá e determinou o trancamento da investigação, interrompendo todos os atos relacionados ao procedimento.
O caso tramita sob segredo de Justiça e, por isso, os fundamentos completos da decisão não foram divulgados.
Operação investigava suposta "rachadinha"
Tico Kuzma foi alvo da Operação Prática Corrente, deflagrada pelo Gaeco em 29 de junho. A investigação apura suspeitas de prática de "rachadinha" no gabinete do parlamentar, além de um suposto esquema de venda de cargos públicos na Prefeitura de Curitiba.
Com a decisão liminar, todas as diligências relacionadas à investigação ficam suspensas até nova deliberação da Justiça.
Defesa alegou falta de elementos para investigação
O pedido que resultou na suspensão da investigação foi apresentado pela defesa do vereador, representada pelo advogado Samuel Falavinha.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Tico Kuzma afirmou que a decisão do Tribunal levou em consideração o fato de a investigação ter sido iniciada a partir de uma denúncia anônima, cujos elementos, segundo ele, não teriam sido confirmados pelas diligências realizadas pelo Gaeco.
O vereador também declarou que a desembargadora teria reconhecido a ausência de provas mínimas que justificassem medidas mais invasivas, como a quebra de seu sigilo bancário e outras providências adotadas durante a investigação.
Vereador afirma confiar na Justiça
Em nota encaminhada à imprensa, Tico Kuzma afirmou ter "absoluta convicção" de que os fatos narrados na denúncia são falsos e declarou confiar que a verdade será reconhecida pela Justiça.
O presidente da Câmara informou ainda que, em respeito ao segredo de Justiça que envolve o processo, não fará outros comentários sobre o caso neste momento.
