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Sistema FAEP defende nova concessão da Malha Sul e mais investimentos em ferrovias no Paraná
Documento entregue ao Ministério dos Transportes defende nova licitação da Malha Sul, obras estratégicas no Paraná e reinvestimento dos recursos da concessão no Estado
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, entregou nesta quarta-feira (24), em Umuarama, um documento ao ministro dos Transportes, George Santoro, com as principais reivindicações do setor produtivo paranaense para a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O material foi elaborado em conjunto pelo G7 Paraná e reúne propostas para o modelo que substituirá o atual contrato de operação da ferrovia, previsto para terminar em 2027.
A principal defesa das entidades é que o governo federal realize uma nova licitação da Malha Sul, priorizando investimentos capazes de ampliar a capacidade de transporte de cargas, modernizar a infraestrutura ferroviária e eliminar gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná.
Os estudos apresentados pelo governo federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos independentes: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul. O Sistema FAEP apoia esse modelo, mas faz ressalvas quanto à destinação dos recursos arrecadados com a futura concessão.
Recursos devem permanecer no Paraná
A entidade questiona a proposta de utilizar parte da outorga estimada em R$ 8,7 bilhões para financiar investimentos e cobrir déficits de outras concessões ferroviárias do país.
Segundo o Sistema FAEP, aproximadamente 78% de toda a carga transportada pela Malha Sul passa pelo Paraná, motivo pelo qual os recursos arrecadados deveriam ser reinvestidos prioritariamente no próprio Estado.
"Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução", afirmou Meneguette.
Obras consideradas prioritárias
Entre as principais reivindicações apresentadas ao Ministério dos Transportes estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, ligando Guarapuava, Irati e Lapa, a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas consideradas essenciais para aumentar a capacidade operacional da ferrovia.
De acordo com a entidade, essas intervenções ainda não aparecem de forma adequada nos estudos apresentados pelo governo ou possuem cronogramas considerados muito longos.
"Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade", destacou o presidente do Sistema FAEP.
Governo sinaliza inclusão de obras
Durante o encontro, o ministro dos Transportes afirmou que duas das principais demandas apresentadas pelo setor produtivo já estão contempladas nas discussões do governo federal.
Segundo George Santoro, tanto o Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba quanto as intervenções na Serra da Esperança deverão integrar o projeto como investimentos obrigatórios.
"As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas", afirmou o ministro.
Integração com a Ferroeste
Outro ponto defendido pelo Sistema FAEP é a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, considerada estratégica para melhorar o escoamento da produção do Oeste do Paraná em direção ao Porto de Paranaguá.
Os estudos do governo federal preveem investimentos de aproximadamente R$ 6,8 bilhões na nova concessão, incluindo a substituição de trilhos e dormentes e a construção de sete novos pátios ferroviários.
Propostas apresentadas pelo Sistema FAEP
O documento entregue ao Ministério dos Transportes reúne dez prioridades para a futura concessão da Malha Sul:
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realização de uma nova licitação, em vez da prorrogação do contrato atual;
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divisão da malha em três segmentos independentes;
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integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
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reinvestimento dos recursos arrecadados no Paraná em obras dentro do Estado;
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construção do novo trecho ferroviário entre Guarapuava, Irati e Lapa, na Serra da Esperança;
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implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
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ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
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antecipação do cronograma das obras consideradas prioritárias;
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garantias para evitar aumento das tarifas cobradas dos usuários;
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possibilidade de aportes dos governos federal e estadual para acelerar os investimentos.
