Sindserv denuncia corte de gratificações e pede mudanças em projeto que afeta servidores das escolas
Sindicato afirma que proposta da Prefeitura pode reduzir em mais de 60% a remuneração complementar de parte dos trabalhadores e cobra a retomada imediata dos pagamentos suspensos enquanto o projeto tramita na Câmara
Por Valéria Mendes
Créditos: Divulgaçaõ
Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (4), o vice-presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa), professor Eliel Padilha, denunciou o corte de gratificações de servidores que atuam nas escolas rurais do município. Segundo o sindicato, a medida pode atingir cerca de 80 trabalhadores.
A principal reclamação diz respeito ao Projeto de Lei nº 250/2026, em tramitação na Câmara Municipal, que cria uma gratificação de difícil acesso e deslocamento para servidores lotados em unidades da zona rural. De acordo com Eliel, a proposta beneficia os profissionais que hoje não recebem qualquer compensação pelo deslocamento, mas pode reduzir significativamente os valores pagos aos servidores que já recebem as chamadas horas de itinerário.
Segundo o vice-presidente do Sindserv, alguns profissionais recebem atualmente entre R$2 mil e R$3,5 mil pelas horas de itinerário, enquanto a nova gratificação prevista no projeto teria valor fixo entre R$500 e R$700, dependendo da unidade de trabalho. Para o sindicato, a mudança pode representar uma redução superior a 60% na remuneração complementar desses servidores.
As gratificações são valores pagos além do salário para compensar determinadas condições de trabalho ou atribuições específicas. O sindicato defende que o projeto seja alterado para preservar os direitos dos servidores que já recebem a compensação, sem impedir a criação do benefício para aqueles que hoje não recebem nenhum adicional. "A gente não está pedindo nada além daquilo que os servidores já recebem. Esse projeto não vai onerar o município, porque esse dinheiro já é gasto. Se hoje o município paga R$3 mil para um professor em horas de itinerário, continuará pagando os mesmos R$3 mil quando esse valor for transformado em adicional de local", afirmou Eliel.
Além da discussão sobre o projeto, o representante do sindicato afirmou que, sem qualquer comunicação prévia à entidade ou aos trabalhadores, a Prefeitura suspendeu neste mês o pagamento das horas de itinerário de parte dos servidores das escolas rurais. Diante disso, o Sindserv pediu apoio dos vereadores para que os pagamentos sejam restabelecidos enquanto o projeto permanece em tramitação e uma solução definitiva seja construída em conjunto com o Poder Executivo.
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