Senadores defendem negociação antes de eventual reação ao tarifaço dos EUA
Parlamentares de diferentes partidos defendem diálogo com os Estados Unidos e consulta aos setores produtivos
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Marcello Casal JR/Agência Brasil
Senadores de diferentes partidos defendem que o Brasil priorize o diálogo diplomático e comercial antes de recorrer a medidas de reciprocidade diante do novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos. A preocupação surgiu após a sinalização de uma sobretaxa adicional de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros, medida que pode entrar em vigor a partir de 15 de julho.
Parlamentares como Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Cristina (PP-MS), Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Portinho (PL-RJ) avaliam que o momento exige cautela e a escuta dos setores econômicos que podem ser diretamente impactados pela decisão americana.
O Brasil dispõe de um instrumento legal conhecido como Lei da Reciprocidade, que permite ao governo adotar medidas equivalentes contra produtos de países que imponham barreiras comerciais consideradas prejudiciais às exportações brasileiras. Apesar disso, a avaliação predominante entre os senadores é de que a aplicação imediata dessa ferramenta deve ser precedida por negociações.
A expectativa é que representantes da indústria, do agronegócio e de outros segmentos exportadores sejam ouvidos para dimensionar os possíveis prejuízos da nova taxação. O objetivo é construir uma estratégia que minimize impactos sobre a economia nacional e preserve mercados importantes para os produtos brasileiros.
Os parlamentares destacam que uma escalada de medidas retaliatórias pode gerar consequências para empresas e consumidores dos dois países. Por isso, defendem a busca por soluções diplomáticas e comerciais que permitam reverter ou amenizar as restrições anunciadas pelos Estados Unidos.
Caso não haja avanço nas tratativas, a adoção de medidas de reciprocidade permanece como uma alternativa prevista na legislação brasileira. Entretanto, o entendimento atual é de que o diálogo deve ser a primeira opção antes de qualquer resposta formal do governo brasileiro.
