Seleção Brasileira inicia a busca pelo hexa diante do Marrocos neste sábado
Brasil, de Carlo Ancelotti, não é apontado como favorito ao título. Porém, aposta na trajetória vitoriosa do italiano
Por Luciano Neves
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Chegou o grande dia. Neste sábado (13), a Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026. O primeiro passo rumo ao hexacampeonato será contra o Marrocos, às 19 horas (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A Seleção Brasileira faz parte do Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia. As outras duas adversárias do Brasil também jogam às 22 horas deste sábado, em Boston.
O Brasil é apontado como favorito na chave, porém, chegou aos Estados Unidos sem ser apontado com um dos principais favoritos ao título. A aposta para o hexa está depositada no italiano Carlo Ancelotti.
Ele se tornará o 16º treinador a comandar o Brasil em uma Copa do Mundo. Ancelotti busca se juntar ao seleto grupo formado por Vicente Feola (1958), Aymoré Moreira (1962), Zagallo (1970), Carlos Alberto Parreira (1994) e Felipão (2002), campeões do mundo pelo país.
Único país a disputar todas as edições de Copas do Mundo, o Brasil teve Píndaro de Carvalho Rodrigues como seu primeiro técnico na competição. Em 1930, sua equipe foi eliminada do torneio ainda na primeira fase.
Em 1934, Luis Augusto Vinhaes foi o escolhido e, mais uma vez, a participação brasileira terminou de forma precoce: nas oitavas de final, que foi a primeira fase da edição. Já em 1938, Adhemar Pimenta comandou o resultado expressivo do Brasil: um 3º lugar.
Na edição de 1950, pela primeira vez no Brasil, Flávio Rodrigues Costa liderou a Seleção no vice-campeonato mundial diante do Uruguai, conhecido como o 'Maracanazo'. Já em 1954, o Brasil, vestindo a cor amarela pela primeira vez, chegou às quartas de final com Zezé Moreira à beira do gramado.
Em 1966, Vicente Feola, campeão em 1958, foi novamente o treinador. Desta vez, não passou da fase de grupos. Em 1974, após o Tri em 1970, Zagallo foi novamente o dono do cargo, e o Brasil ficou com o quarto lugar. O terceiro lugar na Copa de 1978 com Cláudio Coutinho.
Já Telê Santana foi o responsável pela icônica Seleção de 1982, que alcançou a segunda fase e ficou marcada como uma das melhores seleções de todos os tempos, apesar da eliminação para a Itália. Telê também treinou também o Brasil em 1986, quando não passou das quartas de final.
Sebastião Lazaroni comandou o Brasil em 1990 e foi eliminado nas oitavas de final. Zagallo retornou à Seleção em 1998, ano em que foi vice-campeã diante da França. Outro a retornar foi Parreira, que treinou a equipe em 2006 e foi até até as quartas de final, enquanto Felipão, em 2014, novamente em solo brasileiro, conquistou um quarto lugar, mas ficou marcado pelo 7 a 1 sofrido diante da Alemanha na semifinal.
Em 2010, os brasileiros também foram às quartas de final, com Dunga à beira do campo. Esta também foi a fase a que o Brasil chegou com Tite, nas Copas de 2018 e 2022.
Expectativa
O goleiro Alisson descreveu o sentimento de trabalhar com o tetracampeão e coordenador da preparação de goleiros da Amarelinha, Taffarel. Ele afirmou ser “um privilégio” atuar ao lado do ídolo do Brasil. “É um privilégio poder trabalhar com o Taffarel. Ele foi sempre um ídolo, uma inspiração, uma referência, não só minha, mas de tantos brasileiros que quiseram ser goleiros. Ele tem sido um cara extremamente importante para mim, como um mentor e alguém que me traz para o chão, na medida certa, e, nos momentos difíceis e tristes, é um cara que está ali nos sustentando”, disse o goleiro do Liverpool.
O arqueiro também comentou sobre o sentimento de ter sido convocado para sua terceira Copa do Mundo com a camisa da Seleção Brasileira, igualando a marca de grandes nomes da história da Amarelinha, como Taffarel e Gilmar Neves, entre outros. “Se for para dizer uma palavra para definir esse sentimento, é honra. Entrar com esses grandes nomes da história da Seleção Brasileira. É um privilégio também poder participar e disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, eu sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando eu paro para pensar nisso, é um privilégio e uma bênção poder ter essa oportunidade de disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa da maior seleção”, afirmou o camisa 1.
O jogador também falou sobre a transformação do ambiente da Seleção, proporcionada pela chegada de Carlo Ancelotti. Sob o comando do treinador italiano, o arqueiro atuou em seis partidas e manteve o posto de protagonista. “Com a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele é um cara que carrega uma presença muito forte e nos dá tranquilidade de um ambiente focado no trabalho e sem estar focado em polêmicas e outras questões”, concluiu Alisson.
Reserva
Alisson saiu em defesa da convocação de Weverton e fez questão de destacar o nível da concorrência pela posição na Seleção Brasileira. O camisa 1 afirmou que a presença do arqueiro do Palmeiras no Mundial é resultado do desempenho apresentado ao longo dos últimos anos. "Eu acredito que a convocação do Weverton é por mérito dele, e não por demérito de ninguém. Estou 100%. Todos sabem que sofri um pouco antes da Copa do Mundo. O Weverton está sendo convocado pelo que fez. É um dos principais goleiros do futebol brasileiro", declarou.
Créditos: Da redação
