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Zema defende atividades para crianças e Boulos reage: Créditos: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Zema defende atividades para crianças e Boulos reage: "Ato de covardia"

Em entrevista, ex-governador de Minas comparou Brasil aos EUA ao citar tarefas para menores; ministro Guilherme Boulos e deputados do PT criticaram a posição do pré-candidato do Novo

Declarações do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), sobre trabalho infantil provocaram reação de integrantes do governo federal e de parlamentares neste sábado (2).

A repercussão ocorreu após entrevista concedida ao podcast Inteligência Limitada, exibida na sexta-feira (1º), quando o político afirmou que crianças poderiam realizar atividades simples, desde que a educação fosse mantida como prioridade.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), criticou a declaração e classificou a defesa do trabalho infantil como inaceitável.

“Defender o trabalho infantil é um ato de covardia”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Reação de parlamentares

Deputados federais também se manifestaram. Rogério Correia (PT-MG) questionou a posição de Zema e destacou que crianças devem estar na escola.

“O Brasil não é laboratório para esse tipo de projeto”, disse.

Já o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o país já superou práticas históricas como a escravidão, mas que esse tipo de pensamento ainda aparece no debate público.

O que disse Zema

Durante a entrevista, Zema comparou a legislação brasileira com a dos Estados Unidos e citou exemplos de atividades realizadas por crianças naquele país, como a entrega de jornais.

O pré-candidato afirmou que, apesar de considerar o estudo como prioridade, crianças poderiam auxiliar em tarefas simples do dia a dia.

Ele também relatou experiências pessoais, dizendo que ajudava o pai em atividades básicas quando era mais jovem.

Debate sobre o tema

A legislação brasileira proíbe o trabalho infantil, com exceções previstas em lei, como a condição de aprendiz a partir dos 14 anos. O tema costuma gerar debate entre especialistas, principalmente sobre limites, proteção e impactos na formação de crianças e adolescentes.

As declarações de Zema devem seguir repercutindo no cenário político, especialmente no contexto da pré-campanha eleitoral.

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