Renê Garcia deve deixar presidência do BRDE após reunião com vice de Sergio Moro
Ex-secretário da Fazenda de Ratinho Junior teria sido exonerado após encontro com Édson Vasconcelos, pré-candidato a vice-governador na chapa do senador do PL
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O diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Renê Garcia, deve deixar o comando da instituição nas próximas horas. A informação foi publicada pelo Blog Politicamente, que afirma que a exoneração já está definida e deve ser oficializada em breve.
A decisão foi tomada pelo governador Ratinho Junior (PSD) após a confirmação de um encontro entre Renê Garcia e Édson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e pré-candidato a vice-governador na chapa do senador Sergio Moro (PL).
Reunião motivou decisão
De acordo com as informações divulgadas, o encontro ocorreu apenas entre Renê Garcia e Édson Vasconcelos, sem a participação de Sergio Moro.
Ainda assim, a reunião teria sido suficiente para provocar a decisão do Palácio Iguaçu de substituir o presidente do BRDE.
Até o momento, nem o governo do Paraná, nem o BRDE se manifestaram oficialmente sobre a possível exoneração.
Ex-secretário ocupou cargo no primeiro mandato
Renê Garcia integrou o primeiro escalão do governo Ratinho Junior, tendo comandado a Secretaria da Fazenda durante o primeiro mandato do governador.
Posteriormente, assumiu a presidência do BRDE, instituição financeira de desenvolvimento que atende os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo interlocutores do governo, a passagem anterior pela equipe de Ratinho Junior não teria influenciado na decisão.
Bastidores da disputa eleitoral
A possível exoneração ocorre em meio ao aumento das articulações para a eleição ao Governo do Paraná.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida reforça a orientação política do grupo governista de manter unidade em torno do projeto eleitoral do PSD e evitar aproximações de integrantes da administração estadual com adversários.
A movimentação acontece em um momento de intensificação das negociações entre lideranças políticas para a formação das chapas que disputarão o Palácio Iguaçu nas eleições deste ano.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre quem deverá assumir a presidência do BRDE em caso de saída de Renê Garcia.
