Ratinho Junior exonera Renê Oliveira da presidência do BRDE após reunião com aliado de Sergio Moro
Ex-secretário da Fazenda deixa comando do banco de fomento e é substituído por Heraldo Neves, que assume a presidência da instituição
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O governador Ratinho Junior (PSD) oficializou a exoneração de Renê Oliveira do cargo de diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A decisão foi publicada por meio do Decreto nº 14.552, no Diário Oficial do Estado.
Renê Oliveira, que foi secretário da Fazenda do Paraná durante o primeiro mandato de Ratinho Junior, deixa o comando da instituição após uma reunião com Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e apontado como pré-candidato a vice na chapa do senador Sergio Moro (União Brasil) em uma eventual aliança com o PL.
Reunião antecedeu exoneração
A saída de Renê Oliveira ocorre poucos dias depois da divulgação do encontro com Edson Vasconcelos.
Segundo uma pessoa próxima ao agora ex-presidente do BRDE, a reunião teria sido realizada para discutir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre empresas paranaenses.
Entretanto, de acordo com informações atribuídas a uma fonte do Palácio Iguaçu, a interpretação do governo sobre o encontro foi diferente. O Executivo estadual não divulgou oficialmente os motivos da exoneração.
Heraldo Neves assume comando do banco
Também nesta semana, Heraldo Neves tomou posse como novo diretor-presidente do BRDE.
Até então, ele ocupava o cargo de diretor administrativo da instituição e passa a comandar o banco durante o período em que a presidência permanece sob responsabilidade do Paraná.
Pelo modelo de governança compartilhada adotado pelo BRDE, a presidência é exercida de forma alternada entre os governos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O mandato paranaense está previsto para seguir até 2027.
Mudança tem repercussão política
A substituição de Renê Oliveira ocorre em um momento de articulações para as eleições de 2026 e foi interpretada nos bastidores políticos como um recado do governo estadual a integrantes da base que mantêm interlocução com grupos ligados ao senador Sergio Moro e ao PL.
