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Ratinho Jr. promete lealdade a Curi e terá de definir segunda vaga ao Senado

Com compromisso firmado com Curi e disputa pela segunda vaga entre Alvaro Dias e Cristina Graeml, PSD e aliados terão poucos dias para construir consenso

Por Gazeta do Paraná

Ratinho Jr. promete lealdade a Curi e terá de definir segunda vaga ao Senado Créditos: Rogério Machado/Alep

Com a chapa ao Governo do Paraná praticamente definida, o principal desafio político do governador Ratinho Junior (PSD) e de sua base aliada nos próximos dias será fechar a composição para o Senado Federal. Embora o nome do deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) seja tratado como garantido para uma das vagas, a definição do segundo candidato se tornou o principal ponto de tensão da coligação, que reúne PSD, MDB, Republicanos e outras legendas.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (31), quando foi oficializada a aliança entre PSD e MDB — com Rafael Greca (MDB) confirmado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD) — Ratinho Junior admitiu que ainda serão necessários "quatro ou cinco dias" de negociações para concluir a composição majoritária.

O governador reafirmou o compromisso firmado com Alexandre Curi, mas deixou claro que a segunda vaga ainda será construída em conjunto com os partidos aliados.

"Temos o compromisso da vaga com o Alexandre Curi. Agora temos mais quatro ou cinco dias para ouvir os outros partidos e o nosso para decidir a segunda vaga. Essa definição vamos fazer em conjunto", afirmou.

Apesar do discurso de tranquilidade, a escolha envolve interesses políticos importantes. O MDB apresentou o nome do ex-senador Alvaro Dias para ocupar a segunda vaga da chapa. A indicação ganhou força após a formalização da aliança entre os dois partidos, mas acabou provocando desconforto entre aliados de Alexandre Curi, segundo relatos de pessoas próximas ao deputado.

Além de Alvaro Dias, outra pré-candidata que busca espaço é a jornalista Cristina Graeml, filiada ao PSD justamente para disputar uma vaga ao Senado. Como integrante do partido do governador, ela representa outro grupo político que espera ser contemplado na composição final.

A presença de três nomes competitivos para apenas duas vagas exige um delicado equilíbrio político. Ratinho Junior precisa preservar o compromisso assumido com Alexandre Curi, manter o MDB integrado à coligação após a entrada de Rafael Greca na chapa majoritária e, ao mesmo tempo, administrar as expectativas internas do PSD, que deseja ampliar sua representação no Senado.

Questionado sobre possíveis atritos, o governador negou a existência de uma crise e classificou o momento como natural dentro das negociações eleitorais.

"Não existe crise. É natural que agora exista a discussão de nomes. Todo mundo está bem-intencionado em apresentar o que é melhor para os paranaenses. Não é um projeto pessoal, é um projeto de Estado", declarou.

Ratinho também descartou qualquer possibilidade de Alexandre Curi deixar a aliança, afirmando que o deputado participa das conversas para construir uma solução consensual.

Do lado do MDB, o presidente estadual da legenda, deputado federal Sérgio Souza, confirmou que a definição sobre a candidatura de Alvaro Dias deverá ocorrer até o dia 5 de agosto ou durante a convenção partidária marcada para este domingo (2). Segundo ele, o nome do ex-senador foi apresentado oficialmente nas negociações que resultaram na aliança com o PSD.

A ausência de Alexandre Curi, Alvaro Dias e Cristina Graeml no evento que oficializou a chapa ao Governo evidenciou que a disputa pelo Senado permanece aberta. Com o prazo das convenções se aproximando do fim, Ratinho Junior terá poucos dias para encontrar uma solução capaz de acomodar diferentes interesses partidários sem comprometer a unidade da base governista.

A definição da chapa ao Senado será considerada um dos últimos e mais importantes movimentos políticos antes do início oficial da campanha eleitoral no Paraná.

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