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Racha no PSB do Paraná pode colocar Alceni Guerra ou Flávio Arns como vice de Requião Filho

Insatisfação com a decisão da direção estadual de não disputar cargos majoritários reacende disputa interna e abre articulações para que o partido integre a chapa de Requião Filho ao Governo do Paraná

Por Eliane Alexandrino

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Racha no PSB do Paraná pode colocar Alceni Guerra ou Flávio Arns como vice de Requião Filho Créditos: Divulgação

Uma disputa interna no PSB do Paraná pode alterar o cenário da sucessão estadual antes do encerramento das convenções partidárias, marcado para 5 de agosto. A decisão da direção estadual de não participar da disputa pelos cargos majoritários provocou reação de diferentes grupos da legenda e abriu espaço para articulações que podem levar o partido a indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Requião Filho (PDT).

O movimento ganhou força após uma reunião realizada em Brasília entre o pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho, a pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), e o vice-presidente da República e presidente nacional do PSB, Geraldo Alckmin. Nos bastidores, lideranças defendem que o partido reproduza no Paraná a aliança nacional formada entre PT e PSB em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A articulação reúne dirigentes ligados ao movimento sindical, lideranças históricas da legenda e integrantes da ala que defende maior protagonismo do PSB nas eleições de 2026. O grupo avalia que a sigla não deve permanecer fora da composição majoritária e busca convencer a direção nacional a rever o posicionamento adotado pela executiva estadual.

Entre os nomes cotados para ocupar a vaga de vice-governador estão o senador Flávio Arns, uma das principais lideranças do PSB no Paraná e ex-vice-governador do Estado, e o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, que também integra a legenda e possui trajetória na política paranaense.

Segundo integrantes do partido, a discussão ultrapassa a definição da chapa eleitoral e envolve o futuro político da sigla no Estado. Parte da militância questiona os encaminhamentos adotados pela direção estadual durante a convenção e defende uma intervenção da executiva nacional para alinhar a estratégia do Paraná ao projeto político nacional.

Caso não haja entendimento entre as direções estadual e nacional, o impasse poderá ser levado à Justiça Eleitoral, com a judicialização das decisões tomadas na convenção partidária.

Com o prazo das convenções se aproximando, o PSB ainda pode manter a posição de neutralidade adotada pela direção estadual ou integrar oficialmente a frente de centro-esquerda formada por PDT, PT, PV, PCdoB, Rede e demais partidos aliados do governo federal. Se confirmada, a mudança alterará a composição da disputa pelo Palácio Iguaçu e colocará o PSB no centro das negociações para a formação da chapa majoritária nas eleições de 2026.

Foto: Divulgação

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