Quaest aponta queda de 20% de Flávio Bolsonaro entre eleitores da direita não bolsonarista
Apesar da perda de apoio após o caso "Dark Horse", senador mantém liderança no campo da direita e segue como principal adversário de Lula
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu apoio entre os eleitores que se identificam como de direita, mas não são bolsonaristas. Apesar da queda, ele continua sendo o principal nome do campo conservador e mantém ampla vantagem sobre outros possíveis candidatos.
Segundo o levantamento, Flávio tinha 74% das intenções de voto entre a direita não bolsonarista em maio. Agora, esse índice caiu para 54%. Em contrapartida, o apoio entre os eleitores bolsonaristas permanece estável, acima de 90% desde fevereiro.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a mudança está relacionada ao caso envolvendo o filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em maio, vieram a público mensagens e um áudio em que Flávio cobrava recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas fraudes, para financiar o documentário.
Mesmo com a perda de apoio, os demais nomes da direita seguem distantes. Entre os eleitores da direita não bolsonarista, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 6% das intenções de voto, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, e Renan Santos (Missão), com 4%.
No cenário geral, a pesquisa mantém a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 40% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, com 28%. Caiado registra 4%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
O levantamento também aponta crescimento dos indecisos, que passaram de 5% em maio para 11%. Outros 8% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
A pesquisa ainda foi a primeira da Quaest a medir os efeitos do vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, no qual a ex-primeira-dama faz críticas ao senador. Entre os entrevistados, 49% disseram conhecer o episódio. Desse grupo, 42% afirmaram concordar mais com Michelle, enquanto 18% disseram apoiar Flávio. Além disso, 45% avaliaram que Michelle agiu corretamente ao divulgar o vídeo, contra 38% que consideraram a atitude equivocada.
