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Presidente da Coopavel prevê 3% mais produtividade e R$ 7 bilhões em negócios no Show Rural 2026

Presidente da Coopavel prevê 3% mais produtividade e R$ 7 bilhões em negócios no Show Rural 2026

Por Gazeta do Paraná

Presidente da Coopavel prevê 3% mais produtividade e R$ 7 bilhões em negócios no Show Rural 2026 Créditos: CGN

A abertura do Show Rural Coopavel 2026, promovido pela Coopavel, ocorreu na manhã deste domingo (08), em Cascavel, com a tradicional missa em ação de graças e a presença de autoridades políticas, lideranças do setor produtivo, cooperados e produtores rurais. Logo após a cerimônia, o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, detalhou as expectativas para a edição deste ano e projetou crescimento em negócios, produtividade e inserção internacional do agronegócio paranaense.

Segundo ele, a feira já começou em escala ampliada. “2026 é um evento que já começou grande. As 600 empresas que estão aqui participando estão fazendo grandes investimentos. Isso é acreditar no agronegócio.”

Grolli relacionou a confiança do setor ao desempenho recente da atividade no país. “Quando a gente faz uma análise da economia brasileira, o PIB nacional cresceu em torno de 2,3%. A agricultura e a pecuária cresceram mais de 6%. Então tudo o que está acontecendo aqui é uma visão estratégica dessas empresas e da Coopavel na continuidade do crescimento.”

De acordo com o presidente, a principal aposta é o ganho contínuo de produtividade com adoção de novas tecnologias. “Eu tenho certeza de que vai acontecer, como nos últimos anos, em torno de 3% de aumento de produtividade, por novas tecnologias, novas sementes. O nosso grande recurso é a produtividade.”

Ele acrescentou que oscilações de preço são parte do mercado, mas eficiência produtiva é determinante. “Pressão de preço é oferta e demanda. Nós, produtores rurais, temos que entender esse mercado. A produtividade é o que sustenta a atividade.”

A entrevista também abordou o cenário externo, já que esta é a primeira edição do evento após a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Para Grolli, o tratado abre oportunidades, mas exige cautela. “Você fazer o acordo já é um grande avanço, uma grande conquista. Agora precisamos entender melhor o que existe dentro desse acordo e quais produtos serão preferenciais para o mercado europeu.”

Ele citou o peso das proteínas brasileiras nas exportações. “O Brasil é o primeiro exportador de frango, o primeiro em carne bovina de exportação e o terceiro em carne suína. Nós somos competitivos. Precisamos entender como fica o livre comércio para que não tenhamos nenhuma penalidade.”

Sobre o porte do Show Rural, o presidente destacou os resultados das últimas edições. “Mais de 400 mil visitantes e mais de 7 bilhões de reais em volume de negócios. Talvez, a partir desta semana, sejamos o segundo maior evento do mundo.”

Para ele, o impacto se reflete diretamente na economia do Estado. “O Paraná tem 2,3% do território nacional e produz de 13% a 14% de todos os grãos do Brasil. Essa produtividade depois é transferida para a produção de carne, leite, peixe.”

Grolli afirmou que a feira funciona como vitrine do que será adotado nas próximas safras. “A tecnologia que estamos colhendo hoje foi implantada em 2025. Aqui nós veremos as tecnologias que serão implantadas a partir de amanhã.”

Ele também defendeu que o avanço na produção de grãos sustenta o crescimento da proteína animal no Oeste do Estado. “Produzimos mais de 45 milhões de toneladas de grãos. Este é o caminho para transformar grãos em proteína animal. O Paraná tem tradição nisso e ainda tem mais caminho a ser percorrido.”

Apesar do otimismo, o dirigente apontou entraves econômicos. “Nós temos grandes desafios na economia brasileira: custo do dinheiro, custo logístico e a questão tributária.”

Com a Selic elevada, o crédito rural encarece o planejamento das safras. “Os juros sinalizam 15% ao ano. Isso reflete no plano econômico da safra. O nosso problema maior é o custo financeiro, a logística e a tributária.”

A expectativa, segundo ele, é que o novo plano agrícola, previsto para o segundo semestre, traga ajustes. “Cabe às lideranças conversar e levar a mensagem para que o novo plano atenda os desejos dos produtores rurais.”

A programação do Show Rural segue ao longo da semana com demonstrações de campo, lançamento de tecnologias e rodadas de negócios, reunindo empresas, produtores e representantes do poder público.

Créditos: Bruna Bandeira Acesse nosso canal no WhatsApp