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PP decide ficar neutro na disputa presidencial e frustra articulação de Flávio Bolsonaro

Federação formada por PP e União Brasil deve liberar diretórios estaduais, enquanto PL busca novas alianças para fortalecer candidatura do senador

Por Gazeta do Paraná

PP decide ficar neutro na disputa presidencial e frustra articulação de Flávio Bolsonaro Créditos: Lula Marques/Agência Brasil

A decisão do Progressistas (PP) de adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República representa um revés para a estratégia eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que buscava consolidar o apoio da federação formada por PP e União Brasil. O presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), já comunicou a posição ao pré-candidato, segundo aliados da direção da legenda.

A definição foi tomada após reunião de dirigentes do PP, realizada na noite de terça-feira, em Brasília. Com a neutralidade da sigla, o União Brasil também deve seguir o mesmo caminho, já que ambos integram uma federação partidária. Na prática, a decisão libera os diretórios estaduais para firmarem alianças conforme a realidade política local, permitindo apoio tanto a Flávio Bolsonaro quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dependendo do estado.

Nos bastidores, a campanha de Flávio tratava as negociações com Ciro Nogueira como a última tentativa de reverter a tendência de neutralidade da federação. Durante as conversas, o PL chegou a oferecer a vaga de vice-presidente à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que recusou o convite por priorizar uma eventual candidatura à presidência do Senado em 2027.

Integrantes do PP afirmam ainda que o relacionamento entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro se desgastou após a operação da Polícia Federal que teve o senador piauiense como alvo em investigação sobre suposto favorecimento ao Banco Master. Ciro nega irregularidades e, segundo interlocutores, ficou insatisfeito com o distanciamento político adotado por Flávio durante o episódio.

Diante da dificuldade em ampliar sua coligação, o PL deve intensificar as negociações com o Republicanos. O partido avalia permanecer neutro, mas ainda discute a possibilidade de integrar a chapa de Flávio Bolsonaro. Entre os nomes cotados para a vice está Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e recém-filiada ao Republicanos. As tratativas, porém, ainda enfrentam obstáculos relacionados às alianças estaduais.

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