PF faz operação contra tráfico internacional de armas e aponta Curitiba como centro logístico da organização
Operação Trama de Aço cumpre mandados no Paraná e investiga grupo suspeito de abastecer facções criminosas com armamentos vindos da fronteira com o Paraguai
Créditos: PF/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Trama de Aço para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional e interestadual de armas de fogo. A investigação aponta que o grupo atuava no Paraná e mantinha conexões com a região de fronteira com o Paraguai e com o estado do Rio de Janeiro.
Ao todo, mais de 50 policiais federais participaram da ação, que cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes buscam apreender armas de fogo, munições, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
Curitiba era ponto estratégico para distribuição de armas
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram uma organização criminosa estruturada que atuava na aquisição, transporte, armazenamento e distribuição de armamentos de uso restrito.
De acordo com a corporação, Curitiba funcionava como um importante entreposto logístico para o armazenamento e redistribuição das armas, que eram encaminhadas a organizações criminosas em diferentes estados do país.
Investigação começou após apreensões de armamentos
As apurações tiveram início a partir da análise de diversas apreensões de armas e da prisão de transportadores, conhecidos como "mulas", flagrados levando fuzis, pistolas e carregadores da região de fronteira para centros urbanos.
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal conseguiu identificar os responsáveis pelo recrutamento dos transportadores, pela logística do transporte das armas e também pela movimentação financeira da organização criminosa.
Armas abasteciam facções do Rio de Janeiro
Conforme a investigação, o grupo destinava armamentos para organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal também apura a ligação dos investigados com crimes violentos contra o patrimônio, incluindo suspeitos envolvidos no assalto à agência da Caixa Econômica Federal de Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, ocorrido em 2024.
Crimes investigados
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional e interestadual de armas de fogo, conforme a participação de cada um.
A Polícia Federal informou que a análise do material apreendido durante a operação poderá levar à identificação de novos envolvidos e à apuração de outros crimes relacionados à atuação da organização criminosa.
