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Pesquisa do Instituto Veritá é suspensa pelo TRE-PR após ação do PSD

Presidente do Tribunal Regional Eleitoral aponta falhas na identificação da base amostral

Por Gazeta do Paraná

Pesquisa do Instituto Veritá é suspensa pelo TRE-PR após ação do PSD Créditos: TRE/PR

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá sobre a disputa pelo Governo do Paraná. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-03335/2026, seria divulgado neste domingo (12), mas acabou barrado por decisão liminar após pedido apresentado pelo diretório estadual do PSD.

Na decisão, o magistrado acolheu os argumentos do partido, que apontou irregularidades na base de dados utilizada para compor o plano amostral da pesquisa. Além de proibir a divulgação do levantamento, Falavinha fixou multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento da ordem judicial, válida até o julgamento da representação pelo plenário do TRE-PR.

Segundo o PSD, o registro da pesquisa apresenta informações genéricas sobre as fontes estatísticas utilizadas, citando conjuntamente "IBGE 2022/PNAD/PNADC 2022/MEC/INEP 2023", sem esclarecer de forma precisa como esses dados foram empregados na elaboração da amostra.

Ao analisar o pedido, o presidente do TRE destacou que a Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral exige clareza e precisão na identificação das bases utilizadas para definir o perfil dos entrevistados.

"Na medida em que se determina a utilização de duas fontes de amostragem, a princípio com fontes diversas sem esclarecimento, sem precisão na base de dados, não é possível a publicação da pesquisa", afirmou o desembargador em seu despacho.

O episódio ocorre poucos dias após outra disputa judicial envolvendo levantamentos eleitorais no Paraná. No início do mês, uma pesquisa do instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas também teve sua divulgação suspensa por decisão liminar do TRE-PR, após questionamentos apresentados pelo PSD sobre supostas irregularidades no registro do levantamento.

Na ocasião, o partido alegou que o instituto não havia apresentado, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral, informações complementares sobre os municípios e bairros abrangidos pela pesquisa. Dias depois, no entanto, a juíza auxiliar Cláudia Cristina Cristofani revogou a liminar ao considerar que surgiram elementos indicando que a documentação teria sido anexada tempestivamente ao sistema da Justiça Eleitoral. Com isso, a divulgação da pesquisa foi liberada novamente, embora o mérito da ação ainda permaneça pendente de julgamento.

O Instituto Veritá também enfrentou recentemente questionamentos em outro estado. Em junho, uma pesquisa sobre a disputa pelo governo de Santa Catarina foi suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral catarinense após o registro apresentar municípios do Maranhão como base da amostra. Posteriormente, o instituto substituiu o documento no sistema do TSE, mas a alteração ocorreu após o prazo legal, o que levou a Justiça a considerar a correção irregular.

No caso da pesquisa paranaense, a suspensão tem caráter provisório e ainda será analisada pelo plenário do TRE-PR, que decidirá se a divulgação do levantamento poderá ser autorizada ou mantida suspensa até o julgamento definitivo da representação.

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