Paraná tem o 3º maior comércio do Brasil, com faturamento de R$ 651 bilhões, aponta IBGE
Pesquisa Anual de Comércio 2024 do IBGE mostra que o Paraná é o terceiro estado com maior número de empresas comerciais e faturamento do país, com quase 800 mil trabalhadores no setor
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O Paraná segue entre os principais polos comerciais do país. Dados da Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o estado possui o terceiro maior número de empresas comerciais do Brasil e o terceiro maior faturamento do setor. Ao todo, quase 800 mil pessoas trabalham em mais de 126 mil empresas espalhadas pelo território paranaense.
Segundo o levantamento, o comércio paranaense registrou receita operacional líquida de R$ 651,3 bilhões em 2024 e manteve posição de destaque entre os estados brasileiros em praticamente todos os indicadores analisados.
Paraná é o terceiro em número de empresas comerciais
A pesquisa aponta que o Brasil encerrou 2024 com 1,6 milhão de empresas comerciais. Desse total, 126.774 estavam no Paraná, o equivalente a 7,9% do total nacional.
O estado aparece atrás apenas de São Paulo, com 459.101 empresas, e de Minas Gerais, com 184.918 estabelecimentos. Na sequência estão Rio Grande do Sul, com 106.932 empresas, e Rio de Janeiro, com 98.903.
Faturamento supera R$ 651 bilhões
O desempenho financeiro também coloca o Paraná entre os líderes nacionais. Em 2024, o comércio brasileiro movimentou R$ 8,36 trilhões em receita bruta de revenda de mercadorias.
No Paraná, o faturamento alcançou R$ 651,3 bilhões, o que representa cerca de 7,8% do total registrado no país. O estado ficou novamente atrás apenas de São Paulo, com R$ 2,4 trilhões, e de Minas Gerais, com R$ 930,9 bilhões.
Santa Catarina, com R$ 530 bilhões, e Rio Grande do Sul, com R$ 526,6 bilhões, aparecem logo depois no ranking.
Emprego recua, mas setor segue entre os maiores do país
O comércio paranaense empregava 797.590 pessoas em 2024, número que coloca o estado na quarta posição nacional em geração de empregos no setor.
Apesar da posição de destaque, esse foi o único indicador que apresentou retração na comparação com o ano anterior. Em 2023, eram 809.868 trabalhadores, o que representa uma redução de 12.278 postos de trabalho, equivalente a uma queda de 1,5%.
Mesmo assim, o resultado é o segundo maior já registrado na série histórica da pesquisa.
Varejo lidera em empresas e empregos
O comércio varejista continua sendo o principal segmento do setor no Paraná. Das 126.774 empresas comerciais existentes no estado, 88.965 pertencem ao varejo, representando 70,2% do total.
O comércio atacadista reúne 23.845 empresas (18,8%), enquanto o segmento de veículos automotores e motocicletas soma 13.964 estabelecimentos (11%).
Em relação aos empregos, o varejo também lidera com 549.772 trabalhadores, o equivalente a 68,9% da mão de obra do comércio estadual. O atacado emprega 176.530 pessoas (22,2%) e o comércio de veículos responde por 71.288 trabalhadores (8,9%).
Atacado concentra o maior faturamento
Embora o varejo concentre a maior quantidade de empresas e empregos, é o comércio atacadista que responde pela maior parte da receita do setor.
Dos R$ 651,3 bilhões movimentados pelo comércio paranaense em 2024, R$ 350,5 bilhões vieram do atacado, o equivalente a 53,8% do total.
O varejo respondeu por R$ 235,8 bilhões, participação de 36,1%, enquanto o comércio de veículos automotores e motocicletas faturou R$ 65 bilhões, representando 10,1% das vendas.
Comércio online ganha espaço
A pesquisa também mostra o avanço das vendas pela internet entre empresas varejistas com 20 ou mais empregados.
Em média, 9,9% da receita dessas empresas foi obtida por meio de canais digitais. O maior destaque ficou para as lojas de departamento, onde quase metade do faturamento, 49,6%, teve origem nas vendas online.
Comércio atacadista paga os maiores salários
O levantamento do IBGE revela ainda que o salário médio pago pelas empresas comerciais no Paraná foi equivalente a 1,9 salário mínimo em 2024.
O comércio atacadista apresentou a maior remuneração média, com 2,8 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos, peças e motocicletas, com média de 2,1 salários mínimos. No varejo, a remuneração média foi de 1,6 salário mínimo.
Entre os segmentos com maiores salários estão o comércio atacadista de equipamentos e produtos de tecnologia da informação e comunicação, com média de 5,8 salários mínimos, seguido pelo atacado de combustíveis e lubrificantes (4,7 salários mínimos) e pelo comércio atacadista de produtos farmacêuticos, cosméticos, materiais médicos, odontológicos e veterinários, com média de 4,6 salários mínimos.
