Paraná amplia Teste do Pezinho e passa a detectar até 51 doenças
Estado vai investir R$ 67,3 milhões para expandir triagem neonatal e reforçar diagnóstico precoce
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O Governo do Paraná anunciou a ampliação do Teste do Pezinho, que passará a rastrear até 51 doenças em recém-nascidos. Atualmente, o exame realizado no Estado contempla a detecção de sete enfermidades.
A iniciativa contará com investimento de R$ 67,3 milhões ao longo dos próximos quatro anos, com implantação gradual do novo modelo de triagem neonatal. A ampliação deve ocorrer de forma escalonada, com repasses anuais de aproximadamente R$ 16,8 milhões.
O objetivo é fortalecer o diagnóstico precoce de doenças genéticas, metabólicas e infecciosas, permitindo o início mais rápido do tratamento e aumentando as chances de qualidade de vida das crianças.
A deputada estadual Maria Victoria (PP) destacou a medida como um avanço histórico para a saúde pública no Paraná. Segundo ela, a ampliação do exame é resultado de um trabalho iniciado em 2015, com foco na atenção às doenças raras e no diagnóstico precoce.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a ampliação representa um salto importante na rede de atenção materno-infantil. Ele também destacou que a triagem neonatal é essencial para identificar precocemente condições que podem comprometer o desenvolvimento das crianças.
O Teste do Pezinho é obrigatório e gratuito em todo o país e é realizado nos primeiros dias de vida do bebê, a partir de uma pequena coleta de sangue do calcanhar. O exame permite identificar doenças antes mesmo do surgimento de sintomas.
A ampliação no Paraná segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.154/2021, que prevê a expansão do número de doenças rastreadas. Mesmo com a regulamentação nacional ainda em andamento, o Estado decidiu antecipar a implementação por meio de parceria com laboratório de referência responsável pela triagem neonatal.
Além de ampliar o número de diagnósticos, a medida deve contribuir para reduzir complicações futuras, evitar sequelas e garantir maior eficiência no atendimento da rede pública de saúde.
A iniciativa também é vista como estratégica para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância, com impacto direto na prevenção e no cuidado integral desde os primeiros dias de vida.
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