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Após anos de descaso, força-tarefa tenta conter caos de fios soltos em Cascavel

Mesmo com toneladas já retiradas, acúmulo de cabos expõe falhas de fiscalização e gera risco constante à população

Por Eliane Alexandrino

Após anos de descaso, força-tarefa tenta conter caos de fios soltos em Cascavel Créditos: Divulgação

A retirada de fios e cabos soltos em postes de Cascavel, intensificada nesta semana em ação conjunta entre Prefeitura e Copel, escancara um problema antigo que só agora começa a ser enfrentado com mais rigor.

A mobilização, iniciada no bairro Esmeralda, surge após uma série de reclamações da população sobre riscos e desorganização urbana causados pelo acúmulo de fiação irregular. Desde 2025, cerca de 10 toneladas de cabos já foram retiradas  número que evidencia a dimensão do problema.

Dados da própria Copel mostram que, desde 2022, mais de 37 toneladas de fios foram removidas apenas em Cascavel, além de cerca de 2.800 notificações por irregularidades. A maior parte dos cabos pertence a empresas de telecomunicações que utilizam os postes e, muitas vezes, não retiram a estrutura após o fim dos contratos.

Apesar das ações, a situação levanta questionamentos sobre a fiscalização ao longo dos últimos anos. O acúmulo de fios abandonados não apenas compromete a estética da cidade, mas também representa risco à segurança de pedestres e motoristas.

A Copel afirma que notifica as empresas e concede prazos para regularização, mas, na prática, a demora no cumprimento dessas obrigações tem resultado em intervenções tardias, com retirada feita apenas após o problema se tornar crítico.

Com cerca de 60 mil postes na área urbana, Cascavel enfrenta um desafio estrutural que exige fiscalização permanente e mais rigor no cumprimento das normas. Enquanto isso, a população segue exposta a fios soltos, cabos baixos e riscos que poderiam ter sido evitados com ações preventivas mais eficazes.

A orientação é que moradores continuem denunciando situações de risco pelos canais da Prefeitura. No entanto, o avanço das ações levanta um alerta: o problema já atingiu proporções que vão além de mutirões pontuais e exige soluções mais duradouras.

Foto: Assessoria

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