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Paraguai sobe no ranking global de liberdade econômica e supera Brasil e Argentina

País avançou quatro posições no Índice de Liberdade Econômica de 2026 e se mantém entre as economias mais abertas da América Latina

Por Gazeta do Paraná

Paraguai sobe no ranking global de liberdade econômica e supera Brasil e Argentina Créditos: Divulgação Itaipu

O Paraguai registrou avanço no Índice de Liberdade Econômica 2026, indicador internacional que mede o grau de abertura das economias e a facilidade para atividades empresariais. No ranking mais recente, o país subiu quatro posições em relação ao levantamento anterior e aparece à frente de Brasil e Argentina na classificação global.  

O índice é elaborado pela Fundação Heritage, que avalia anualmente fatores como ambiente regulatório, tamanho do governo, eficiência do sistema judicial, política fiscal e liberdade para negócios e comércio. A pontuação final é calculada a partir de 12 indicadores econômicos que medem o nível de intervenção estatal e as condições para investimento e empreendedorismo.  

Segundo a análise divulgada pela entidade, o Paraguai tem apresentado melhora gradual nos indicadores econômicos nos últimos anos. Em avaliações recentes do índice, o país alcançou pontuação superior à média regional e global, com destaque para aspectos como carga tributária relativamente baixa e ambiente favorável para a abertura de empresas.  

 

Melhor posição na região

Entre os países da região fronteiriça e do Cone Sul, o Paraguai aparece como a economia considerada mais livre pelo indicador. A colocação à frente de Brasil e Argentina reforça a percepção de maior abertura econômica e menor intervenção estatal no ambiente de negócios.  

Na América Latina, o país figura entre os que apresentam melhor desempenho no índice, ainda que atrás de economias como Chile, Uruguai e Costa Rica, tradicionalmente mais bem posicionadas no ranking global.  

 

Indicadores e metodologia

O Índice de Liberdade Econômica divide sua análise em quatro grandes pilares: Estado de direito, que inclui proteção à propriedade e integridade do governo; tamanho do governo, com avaliação da carga tributária e gastos públicos; eficiência regulatória, envolvendo liberdade para negócios e trabalho; abertura de mercado, que considera comércio internacional, investimento e sistema financeiro.  

Cada um desses pilares recebe pontuação de 0 a 100, e a média final determina o nível de liberdade econômica de cada país.

 

Contexto econômico

O avanço no ranking ocorre em um momento de desempenho relativamente positivo da economia paraguaia. Indicadores recentes apontam crescimento consistente da atividade econômica e inflação moderada, fatores que contribuem para um ambiente macroeconômico considerado estável.  

Mesmo com a melhora no indicador internacional, especialistas apontam que o país ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente nas áreas de governança pública, combate à corrupção e fortalecimento institucional — fatores que também influenciam a avaliação de liberdade econômica.  

O avanço no ranking, contudo, reforça a estratégia paraguaia de manter um ambiente de negócios competitivo na região, com políticas voltadas à atração de investimentos e à expansão do comércio internacional.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp