Pablo Marçal consegue liminar para deixar União Brasil e voltar ao PRTB
Decisão provisória permite filiação retroativa a abril, mas inelegibilidade determinada pelo TRE-SP até 2032 pode impedir candidatura
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Reprodução/Instagram
O empresário e influenciador Pablo Marçal conseguiu na Justiça Eleitoral uma liminar que autoriza sua saída do União Brasil e o retorno ao PRTB, partido pelo qual disputou a Presidência da República em 2024. A decisão é provisória e ainda pode ser modificada por instâncias superiores.
A determinação foi assinada pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP). Segundo a decisão, a regularização da filiação de Marçal ao PRTB terá efeitos retroativos a 4 de abril. A data é relevante porque a legislação eleitoral exige que o candidato esteja filiado ao partido pelo qual pretende disputar a eleição pelo menos seis meses antes do pleito.
Com isso, em tese, Marçal poderia ser lançado pelo PRTB na disputa presidencial de 2026. Ele, porém, também era cotado para concorrer ao Senado por São Paulo após se filiar ao União Brasil, em março deste ano.
A possibilidade de candidatura enfrenta, no entanto, um obstáculo jurídico. No início de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, por unanimidade, pela inelegibilidade de Marçal até 2032. A condenação está relacionada às eleições municipais de 2024, quando ele foi acusado de abuso de poder político e econômico.
De acordo com o processo, Marçal teria promovido a publicação em massa de vídeos curtos nas redes sociais mediante promessa de premiações em dinheiro a produtores de conteúdo que obtivessem mais visualizações. A Justiça considerou a prática como uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha.
Procurada, a assessoria de Marçal afirmou que não há confirmação sobre uma eventual candidatura em 2026.
Apesar da situação judicial, o nome do influenciador aparece entre os cotados para o Senado. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho apontou Marçal com 9% das intenções de voto em São Paulo, tecnicamente empatado com Simone Tebet, que registrou 12%. Marina Silva liderou o levantamento, com 14%.
