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MPPR denuncia 49 investigados em operação contra organização criminosa

Denúncias apontam estrutura nacional com divisão territorial, logística e financeira; investigados estão presos preventivamente

Por Gazeta do Paraná

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MPPR denuncia 49 investigados em operação contra organização criminosa Créditos: MPPR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta quarta-feira (26) 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura a atuação de uma organização criminosa armada com estrutura nacional e comando a partir de unidades prisionais. As acusações foram formalizadas em seis denúncias apresentadas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os denunciados respondem por favorecimento ao domínio social estruturado, crime previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção, e por integração de organização criminosa, conforme a Lei 12.850/2013.

A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho e mobilizou uma grande força-tarefa de segurança pública. Na ocasião, foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

As denúncias apresentadas pelo Gaeco de Londrina tiveram origem no compartilhamento de provas produzidas em duas operações anteriores, Alvorada e Libertatem, conduzidas inicialmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco. A análise desse material permitiu ampliar o mapeamento da estrutura criminosa e identificar funções exercidas pelos integrantes.

Segundo o MPPR, a investigação conseguiu apontar os responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira da chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina. Entre os identificados estão integrantes apontados como pertencentes ao alto escalão da organização.

Embora Londrina esteja no centro das denúncias apresentadas nesta quarta-feira, a investigação teve alcance estadual. O trabalho envolveu também os outros nove núcleos regionais do Gaeco, permitindo cruzar informações sobre a atuação da organização em diferentes regiões do Paraná.

Antes mesmo do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina havia decretado a prisão preventiva dos 49 investigados, após pedido apresentado pelo Gaeco. Com isso, todos os denunciados permanecem submetidos à medida cautelar enquanto o processo avança na Justiça.

Força-tarefa

A operação contou com uma atuação integrada entre os dez núcleos do Gaeco e a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná. Participaram da ofensiva as polícias Militar, Civil, Penal e Científica.

Para o Ministério Público, o compartilhamento de provas entre diferentes investigações e a atuação conjunta das forças de segurança foram fundamentais para revelar uma estrutura criminosa que, segundo as apurações, ultrapassa os limites de uma única cidade ou região.

A Operação Panóptico representa, portanto, uma nova etapa das investigações iniciadas nas operações Alvorada e Libertatem, com foco na identificação da cadeia de comando e das estruturas responsáveis por manter a organização em funcionamento dentro e fora do sistema prisional.

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