Morte de turista reacende histórico de acidentes no Macuco Safari nas Cataratas do Iguaçu
Macuco Safari, uma das atrações mais procuradas do Parque Nacional do Iguaçu, teve as atividades interrompidas após barco virar durante o percurso. Marinha investiga as causas do acidente
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Um dos passeios turísticos mais conhecidos das Cataratas do Iguaçu está suspenso após o acidente que resultou na morte de um turista holandês durante a navegação no Rio Iguaçu, em Foz do Iguaçu. A embarcação do Macuco Safari virou na tarde de terça-feira (28), deixando oito pessoas na água. Apesar do resgate imediato, um jovem holandês, de 25 anos, morreu após sofrer afogamento.
O Macuco Safari é uma das atrações mais procuradas do Parque Nacional do Iguaçu e recebe milhares de visitantes brasileiros e estrangeiros todos os anos. O passeio dura cerca de duas horas, sendo aproximadamente 30 minutos de navegação em embarcações que se aproximam das quedas d'água das Cataratas.
Antes de chegar ao rio, os visitantes percorrem cerca de dois quilômetros em veículos elétricos por uma área de mata preservada. Em seguida, fazem uma caminhada de aproximadamente 600 metros por trilhas até o deck de embarque, onde há estrutura com guarda-volumes, banheiros e loja de lembranças. A partir daí, embarcam para o trajeto pelo Rio Iguaçu, utilizando obrigatoriamente colete salva-vidas.
No momento do acidente, estavam na embarcação seis turistas holandeses e dois tripulantes, entre eles o piloto e o copiloto. Todos foram retirados da água pelas equipes de resgate, porém o jovem holandês sofreu uma parada cardiorrespiratória provocada pelo afogamento. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, mas não resistiu.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os demais ocupantes receberam atendimento médico e foram liberados após avaliação. O turista que morreu viajava acompanhado da namorada, dos sogros, da irmã dela e do cunhado. O grupo havia chegado a Foz do Iguaçu na segunda-feira (27) e retornaria ao país de origem nesta quinta-feira (30).
As circunstâncias que levaram ao tombamento da embarcação ainda não foram esclarecidas. A Marinha do Brasil informou que a Capitania Fluvial do Rio Paraná instaurou um inquérito para apurar as causas do acidente e identificar eventuais responsabilidades.
Como fiscal do contrato de concessão, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que verificou a documentação da empresa responsável pelo passeio e constatou que a concessionária está com as autorizações e licenças em situação regular.
Em nota oficial, o Macuco Safari lamentou a morte do turista, informou que está prestando assistência aos familiares e aos sobreviventes e afirmou colaborar integralmente com as investigações. A empresa destacou que atua há mais de 40 anos no Parque Nacional do Iguaçu, possui certificações de segurança e opera com embarcações modernas.
Após o acidente, todas as operações do passeio foram suspensas por tempo indeterminado. Os turistas que já haviam adquirido ingressos podem optar pela remarcação da atividade ou pelo reembolso dos valores pagos.
Histórico de acidentes
Embora seja considerado um dos principais atrativos turísticos do Paraná, o Macuco Safari já registrou outros acidentes ao longo de sua história. O caso mais grave ocorreu em setembro de 1999, quando duas embarcações infláveis colidiram no Rio Iguaçu, provocando a morte de duas pessoas.
Em julho de 2019, outro barco virou nas proximidades das quedas das Cataratas. Na ocasião, duas turistas quase se afogaram, mas foram resgatadas sem registro de mortes.
O acidente desta terça-feira representa o primeiro óbito registrado no passeio desde então e reacende o debate sobre os protocolos de segurança adotados em uma das atrações mais visitadas do turismo brasileiro.
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