Moro lidera redes sociais entre pré-candidatos ao Governo do Paraná; Greca aparece em segundo
Levantamento da Gazeta do Paraná mostra ampla vantagem digital do senador; especialistas apontam que redes sociais se tornaram fator relevante na formação da opinião e na disputa eleitoral
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Imagem editada
A eleição para o Governo do Paraná ainda está distante, mas a corrida pela atenção dos eleitores já acontece diariamente nas redes sociais. Em um cenário político cada vez mais influenciado pelo ambiente digital, os perfis dos principais pré-candidatos ao Palácio Iguaçu ajudam a revelar quem larga na frente na disputa pela visibilidade pública.
Levantamento realizado pela Gazeta do Paraná com base nos perfis oficiais do Instagram mostra que o senador Sergio Moro lidera com folga o ranking de seguidores entre os nomes que despontam como possíveis candidatos ao governo estadual em 2026.
Moro acumula aproximadamente 4,2 milhões de seguidores, número muito superior ao dos demais pré-candidatos analisados. Na segunda colocação aparece o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, com cerca de 313 mil seguidores. Em seguida vêm o deputado estadual Requião Filho, com aproximadamente 112 mil seguidores, e o deputado federal Sandro Alex, com cerca de 65,5 mil.
Moro joga em outra divisão
Os números evidenciam que Sergio Moro ocupa uma posição singular no cenário digital paranaense. O senador possui mais seguidores do que a soma dos demais pré-candidatos observados, reflexo de uma projeção nacional construída desde os tempos da Operação Lava Jato e posteriormente consolidada na política partidária.
A vantagem nas redes acompanha o desempenho registrado em pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos meses, nas quais Moro aparece entre os principais nomes para suceder o governador Ratinho Junior.
O alcance digital também se reflete na frequência com que o senador consegue pautar debates políticos estaduais e nacionais, utilizando vídeos curtos, entrevistas e publicações de forte apelo político.
Greca mantém força após deixar a Prefeitura
Rafael Greca surge como o principal concorrente quando o assunto é presença digital entre os demais pré-candidatos.
Com mais de 300 mil seguidores, o ex-prefeito de Curitiba preserva uma audiência construída ao longo de décadas de vida pública e reforçada durante suas administrações na capital. Seu perfil combina conteúdos institucionais, eventos culturais, encontros com apoiadores e publicações que exploram sua identidade pessoal e seu legado político.
Mesmo distante dos números de Moro, Greca mantém uma base digital robusta para os padrões da política estadual.
Requião Filho aposta na construção de identidade própria
Na terceira posição aparece Requião Filho. Herdeiro de um dos sobrenomes mais conhecidos da política paranaense, o deputado estadual busca consolidar uma identidade própria nas redes sociais.
O perfil concentra vídeos de pronunciamentos na Assembleia Legislativa, críticas à gestão estadual e posicionamentos sobre temas econômicos e sociais. Com mais de 100 mil seguidores, o parlamentar demonstra capacidade de mobilização digital, embora ainda esteja distante dos dois líderes do ranking.
Sandro Alex na luta por alcance digital
Fechando a lista dos principais pré-candidatos está Sandro Alex.
Ex-secretário estadual de Infraestrutura e atual deputado federal, ele utiliza as redes para divulgar obras, investimentos e agendas políticas pelo interior do estado. O desafio do parlamentar é transformar a exposição obtida durante sua passagem pelo governo em uma audiência digital mais ampla.
Redes sociais já influenciam o voto
Se há alguns anos os números das redes sociais eram vistos apenas como curiosidade, hoje eles são observados com atenção por partidos, pesquisadores e estrategistas eleitorais.
Estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), realizado a partir das eleições de 2022, apontou que indicadores de desempenho nas redes sociais foram capazes de antecipar resultados eleitorais com até 92,7% de precisão. Em 74% dos estados brasileiros analisados, houve correlação direta entre engajamento digital e votação nas urnas.
Outra pesquisa, realizada pelo DataSenado, mostrou que 45% dos brasileiros afirmaram ter levado em consideração informações vistas nas redes sociais para decidir o voto. WhatsApp, Instagram, YouTube e Facebook figuram entre as principais fontes de informação política para os eleitores.
Os dados ajudam a explicar por que a disputa digital passou a ocupar papel central nas estratégias dos pré-candidatos.
Créditos: Redação
