Matheus Cunha despista favoritismo do Brasil e cita preocupação com Haaland
A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega no próximo domingo (05)
Por Luciano Neves
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Matheus Cunha evitou qualquer clima de euforia na Seleção Brasileira no duelo diante da Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Nova Jersey, o atacante destacou que o favoritismo atribuído ao Brasil não entra em campo e fez elogios ao principal nome da equipe adversária: Erling Haaland.
LEIA TAMBÉM:
Egito vence a Austrália nos pênaltis e avança às oitavas da Copa do Mundo
"Eu acho que o Haaland é um grande jogador, já demonstrou isso em todos os momentos que teve oportunidade. Desde a época do Borussia Dortmund acompanho bastante a carreira dele. Já enfrentei muitas vezes, na Alemanha e na Inglaterra. Temos um relacionamento saudável e sabemos o quanto cada um pode ser importante para sua equipe. O ataque da Noruega é muito forte. Tem tantos jogadores que conhecemos e contra os quais já joguei. Temos que estar muito focados em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa", afirmou o atacante, que tem três gols na Copa e é o vice-artilheiro da Amarelinha.
Apesar do favoritismo apontado por parte da imprensa e dos torcedores, Cunha fez questão de adotar um discurso cauteloso antes da partida.
"Eu vejo, com todo respeito, pouco sobre favoritismo, porque ele não entra em campo. Não é nada que ajude durante o jogo. Temos que focar naquele momento, que passa muito rápido. São 90 minutos em que tudo pode acontecer", destacou.
Responsabilidade da camisa 9
Titular sob o comando de Carlo Ancelotti, Matheus Cunha também falou sobre a responsabilidade de vestir a camisa 9 da Seleção Brasileira. O atacante afirmou que conhece o peso histórico do número e revelou que terá papel importante também na marcação das bolas paradas defensivas.
"Todo mundo sabe da importância de vestir essa camisa e a número 9. Muitos jogadores fizeram história com ela e conquistaram títulos. Espero continuar dessa forma. A gente dedicou boa parte do treino para organizar a defesa, principalmente sabendo da força deles na bola parada. Vou ser um dos responsáveis para que a gente saia sem sofrer gols nessas jogadas, se Deus quiser", pontuou o atacante do Manchester United.
Brasil quer deixar fantasmas para trás
Questionado sobre o histórico recente da Seleção em Copas do Mundo, principalmente contra europeus em fase de mata, Matheus Cunha afirmou que o grupo evita tratar constantemente das eliminações anteriores, mas reconheceu que é preciso superar esse passado para buscar o hexacampeonato.
"A gente não conversa muito sobre as Copas passadas, apenas sobre momentos específicos de algumas eliminações, porque temos companheiros que viveram isso e ninguém quer reviver. Temos que fazer o máximo possível para matar esses fantasmas. Para vencer uma Copa do Mundo, precisamos superar esses percalços", cravou.
O atacante ainda reforçou o tamanho da responsabilidade de defender a Seleção Brasileira. "A responsabilidade do brasileiro é ganhar a Copa do Mundo por toda a nossa história. Não queremos ser maiores que os nossos ídolos. Queremos construir o nosso caminho e marcar o coração dos brasileiros, como eles marcaram o nosso. Nada seria maior do que dar orgulho ao povo brasileiro conquistando mais uma estrela".
Quando o Brasil joga?
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Quem avançar enfrentará o vencedor do duelo entre México e Inglaterra nas quartas de final.
Créditos: Gazeta Esportiva
