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Juventus vira alvo de investigação por suposto desvio de milhões

Polícia Civil apura denúncias de repasses milionários, contratos sob suspeita e intimidações envolvendo dirigentes do tradicional clube paulista

Por Gazeta do Paraná

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Juventus vira alvo de investigação por suposto desvio de milhões Créditos: Divulgação

O tradicional Clube Atlético Juventus, de São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil após denúncias de supostos desvios milionários envolvendo dirigentes e contratos firmados pelo clube. A apuração começou no mês passado e é conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil, já que um dos principais investigados, Carlos Eduardo Gomes Pedroso, presidente do Conselho Deliberativo, é escrivão de polícia. As informações são do GE.

O caso ganhou força após o Juventus passar a movimentar valores expressivos. Entre os negócios estão a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que garantiu R$ 20 milhões ao clube social, e um contrato de 20 anos para a utilização de uma área da sede por uma escola bilíngue.

Segundo depoimento prestado pelo advogado Guilherme Rodrigues, parte dos valores teria sido desviada por meio do pagamento de honorários advocatícios. Ele entregou à Polícia planilhas, comprovantes bancários e registros de saques que, segundo sua versão, detalhariam os supostos repasses.

No negócio da SAF, um contrato de R$ 2 milhões em honorários teria sido dividido entre Carlos Eduardo, o presidente do Juventus, Tadeu Deradeli, e o casal de advogados Guilherme e Luma Zaffarani. De acordo com o denunciante, em dezembro do ano passado, R$ 341,2 mil foram repassados em espécie a Carlos Eduardo e R$ 224 mil chegaram a Tadeu por depósito. O presidente confirma ter recebido os R$ 224 mil, mas afirma que se tratou do reembolso de uma aplicação financeira.

Outro episódio envolve o contrato com a escola, que previa R$ 3 milhões. Segundo Guilherme, dos R$ 500 mil pagos antecipadamente, R$ 106 mil teriam sido destinados a Tadeu. Luma nega as acusações e afirma que nunca realizou repasses aos dirigentes.

A investigação também apura denúncias de intimidação contra conselheiros que questionavam decisões da direção. Há relatos de que Carlos Eduardo exibiria armas em reuniões e teria ameaçado opositores. Mais de 20 conselheiros teriam sido suspensos ou excluídos do órgão desde o ano passado.

Outro contrato sob suspeita é o do estacionamento do clube. Um conselheiro afirma ter sido intimidado após questionar a terceirização do serviço e relata ter recebido um Pix de R$ 17 mil da empresa responsável pelo estacionamento, seguido de uma mensagem de Carlos Eduardo. O denunciante suspeita que o pagamento tivesse como objetivo silenciá-lo.

Carlos Eduardo não quis comentar as acusações e indicou a assessoria do Juventus. Tadeu nega irregularidades. Em nota, o clube afirmou que não comenta questões sob sigilo e destacou seu compromisso com responsabilidade, transparência e respeito à história da instituição.

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