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Justiça recebe denúncia e mantém prisão preventiva de acusado pela morte de PM

Motorista responde por homicídio qualificado e resistência após perseguição em alta velocidade; juiz aponta indícios suficientes e risco à ordem pública

Por Eliane Alexandrino

Justiça recebe denúncia e mantém prisão preventiva de acusado pela morte de PM Créditos: Divulgação

A Justiça de Cascavel recebeu a denúncia contra Edson Ferreira da Cruz, de 33 anos, acusado de matar o soldado da Polícia Militar Ariel Júlio Rubenich durante uma perseguição policial registrada em 25 de novembro de 2025, e manteve a prisão preventiva do réu. A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Carneval, da 1ª Vara Criminal de Cascavel, que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para a instauração da ação penal.

Segundo o despacho judicial, a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná não se enquadra nas hipóteses de rejeição previstas no Código de Processo Penal e imputa, em tese, os crimes de homicídio qualificado  com quatro qualificadoras  e resistência à prisão. O magistrado determinou a citação do acusado para apresentação de defesa no prazo legal e destacou a gravidade concreta dos fatos, além do risco de reiteração delitiva, para manter a custódia cautelar.

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De acordo com a acusação, o denunciado conduzia um veículo Passat em altíssima velocidade, sob efeito de cocaína e maconha e sem carteira nacional de habilitação. Durante a fuga, teria trafegado na contramão, avançado sinais semafóricos e realizado manobras perigosas por diversos bairros de Cascavel, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas.

O episódio fatal ocorreu na Avenida Tancredo Neves, quando o soldado Ariel Rubenich, que pilotava uma motocicleta da PM em acompanhamento tático, tentou interceptar o veículo. Conforme a denúncia, o motorista realizou uma manobra brusca de fechamento, atingindo a motocicleta. O policial perdeu o controle e colidiu contra uma árvore no canteiro central, morrendo no local em razão dos ferimentos.

A denúncia aponta quatro qualificadoras para o homicídio: emprego de meio que resultou em perigo comum, dificuldade de defesa da vítima, prática do crime para assegurar a impunidade de outros delitos e o fato de a vítima ser agente de segurança pública em pleno exercício da função. Além disso, o réu também responde por resistência, por ter colidido com o veículo contra uma viatura e mordido um policial durante a prisão em flagrante. Caso condenado, Edson pode receber pena superior a 30 anos de reclusão.

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O soldado Ariel Júlio Rubenich tinha 34 anos, era natural de Santo Antônio do Sudoeste e atuava havia nove anos na Polícia Militar do Paraná. Casado e pai de duas crianças, era descrito por colegas como dedicado à corporação.

A família do policial habilitou assistente de acusação no processo. O advogado Luciano Katarinhuk, que representa os familiares, afirmou que a defesa acompanhará todas as fases da ação penal para que a lei seja aplicada com rigor. O réu permanece preso e aguarda a apresentação da resposta à acusação, etapa que antecede a designação da audiência de instrução. Após essa fase, o caso poderá ser submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri.

Foto: Divulgação

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