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Itaipu já repassou R$ 407 milhões para obras da Unila

Segundo a Binacional, ao todo serão investidos R$ 687 milhões para reconstrução do campus Arandu. O convênio foi firmado entre a Itaipu, Unops, Unila e MEC

Por Eliane Alexandrino

Itaipu já repassou R$ 407 milhões para obras da Unila Créditos: Divulgação

Eliane Alexandrino/Cascavel

Desde que foram retomadas as obras que estavam paralisadas no campus da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), a Itaipu Binacional já desembolsou uma “bagatela” de R$ 407 milhões que foram repassados à Unops (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos) que é gestora da obra, que contratou a empresa executora em maio deste ano.

Segundo a Itaipu, as obras seguem em ritmo acelerado, acima do previsto, e devem alcançar a meta de medição de aproximadamente R$ 95 milhões até o final deste mês de dezembro. Os recursos são repassados conforme planejamento e evolução físico-financeira da obra. O prazo de entrega final é junho de 2027.

A Itaipu também destinou R$ 65 milhões para a compra do Jardim Universitário, realizada por meio de um processo de desapropriação conduzido pelo Ministério da Educação.

São dois investimentos que foram realizados pela Itaipu à Unila: o principal é a retomada do Campus Arandu, projeto de Oscar Niemeyer, que estava paralisado há mais de dez anos. O convênio firmado entre Itaipu, Unops, Unila e MEC prevê um repasse de um total de R$ 687 milhões para a reconstrução do campus.

O diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni, e o diretor financeiro executivo, André Pepitone da Nóbrega, fizeram uma visita ao canteiro de obras do Campus Arandu, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), na última quinta-feira (4). 

A obra do novo campus foi retomada após um acordo de cooperação internacional entre a Itaipu e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), organismo da ONU especializado em infraestrutura.

O Campus Arandu, projetado por Oscar Niemeyer, integra a lista das cinco obras prioritárias do Ministério da Educação (MEC) pela sua relevância para o fortalecimento de uma educação pública de qualidade.

“É uma obra que impressiona pela sua magnitude. Estamos fazendo uma visita e constatando o avanço das obras, com a empresa sendo bem diligente na construção desse complexo. Temos uma grande expectativa para que ele seja inaugurado”, destacou André Pepitone, diretor financeiro executivo da Itaipu.

Para o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, a eficiência da execução atual supera as estimativas iniciais, fruto da capacidade técnica mobilizada pela parceria com o Unops. “Para a felicidade de todos nós, as obras estão andando muito bem, com um cronograma três vezes além do esperado. É um pedido do presidente Lula que estamos executando e será um símbolo para a cidade de Foz do Iguaçu”, afirmou Carlos Carboni.

A pedra fundamental da retomada das obras foi lançada em julho deste ano, com a presença do Ministro da Educação, Camilo Santana, em Foz do Iguaçu. A retomada do projeto envolveu estudos técnicos complexos e uma articulação entre Itaipu, Unila, Unops e o Governo do Brasil para um acompanhamento rigoroso dos padrões de excelência exigidos em obras-patrimônio como o Campus Arandu.

Supervisão da obra

Segundo a Itaipu, a gestão do contrato e a supervisão diária no canteiro ficam a cargo do Unops, que implementa padrões internacionais de transparência e gestão. O gerente de projetos do Unops, Rafael Esposel, acompanhou a comitiva da Itaipu e apresentou os principais avanços técnicos das estruturas e cronograma.

“Temos um compromisso com os prazos de entrega da obra e atuamos junto ao consórcio construtor e fiscalizador para garantir que eles sejam cumpridos. Em alguns meses foram iniciadas diversas frentes de ataque no prédio do restaurante universitário e da biblioteca, no edifício central e no prédio de salas de aula. Temos confiança de que em 2027 as edificações serão entregues.”

Retomada das obras

A obra, cujo projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi retomada em abril deste ano, com previsão de entregas em duas fases ao longo de 2 anos. A gestão da obra está a cargo do UNOPS na sigla em inglês (tradução: Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos). Todos os procedimentos seguirão as melhores práticas internacionais em infraestrutura e contemplarão aspectos de sustentabilidade, gênero, diversidade e inclusão. 

A retomada das obras do Campus Arandu da Unila foi viabilizada por meio de um acordo de cooperação internacional entre a Itaipu e a Unops. O Ministério da Educação e a Itaipu responderam que o valor da obra na universidade inclui custos de revisão dos mais de 3 mil projetos executivos da obra, e a Unops é quem conduz o mesmo. 

Segundo a Itaipu, esses aportes vão desde a formação de profissionais como em infraestrutura, por meio da instalação de placas solares e biodigestores para escolas nos municípios do Paraná e Sul do Mato Grosso do Sul. 

“A Itaipu tem auxiliado na construção de laboratórios e espaços nos institutos federais de educação dos dois estados e, inclusive, investido na capacitação de educadores por meio do maior programa de qualificação de servidores municipais no país, o AMP 4.0. A ITAIPU apoia o desenvolvimento de tecnologia e a produção do conhecimento por meio de sua Fundação Parquetec, que possui inúmeras parcerias universitárias em benefício do território impactado pelo empreendimento”, destaca a binacional.  

O Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial, também é ofertado através de uma parceria entre a Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec e 16 Instituições de Ensino Superior (IES), entre elas as estaduais de PR e MS. 

O objetivo do programa é apoiar projetos de extensão universitária que contribuam para a comunidade e fortaleçam a relação entre a universidade e a sociedade, com projetos focados em temáticas de educação ambiental, por exemplo.  

Universidade tem estudantes de países fora da América Latina

A Unila conta com 542 servidores técnico-administrativos, 428 servidores docentes e 83 funcionários terceirizados. 

A Gazeta do Paraná apurou que houve estudantes de outras nacionalidades que não fazem parte dos países que compõem a América Latina ingressaram na universidade. Como estudante do Japão, Síria, China, EUA, Paquistão e do Togo (país da África Ocidental).

Segundo a assessoria da Unila, hoje, a universidade conta com 4.130 alunos distribuídos em 29 cursos de graduação e 952 cursando especializações (8), mestrados (13), doutorados (2) e a residência multidisciplinar. A instituição conta com 428 docentes, 542 servidores técnico-administrativos e 83 terceirizados.

A última atualização referente à nacionalidade dos estudantes foi feita em 2023, quando a UNILA contava com estudantes de mais de 30 países: Brasil (com o maior número de alunos), Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Equador, Panamá, Peru, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, Colômbia, Venezuela, Haiti, República Dominicana, Cuba, Honduras, Estados Unidos, Belize, México, Síria, Gana, Togo, Benin, Congo, Angola, Guiné-Bissau, Paquistão, Japão e China.

Foto: Assessoria

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