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Itaipu destina R$ 5,7 bilhões para reduzir tarifa de energia e beneficiar consumidores

Aportes realizados desde 2023 ajudaram a conter reajustes, manter a tarifa da usina em patamar reduzido e gerar descontos diretos na conta de luz de milhões de brasileiros

Por Eliane Alexandrino

Itaipu destina R$ 5,7 bilhões para reduzir tarifa de energia e beneficiar consumidores Créditos: Joédson Alves/Agência Brasil

Desde 2023, a Itaipu Binacional já destinou cerca de R$ 5,7 bilhões para ações de modicidade tarifária, com o objetivo de reduzir os custos da energia elétrica para milhões de consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Os recursos foram aplicados por meio de aportes na Conta de Comercialização da energia da usina, administrada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

A medida foi adotada após a quitação da dívida histórica contraída para a construção da hidrelétrica e permitiu manter a tarifa de repasse da energia de Itaipu em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026, mesmo valor praticado desde 2024. Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, os recursos contribuíram para reduzir a pressão sobre as tarifas, ajudar no controle da inflação e garantir maior estabilidade nos custos da energia para os consumidores.

Somente em 2026, já foram destinados R$ 1,5 bilhão à Conta de Comercialização, valor que ainda deve aumentar até o fim do ano. Parte desses recursos retornou diretamente à população por meio do chamado Bônus Itaipu, desconto identificado na própria fatura de energia. Em janeiro de 2025, o benefício alcançou R$ 1,3 bilhão e contemplou aproximadamente 78,3 milhões de brasileiros. No mesmo ano, outros R$ 936,8 milhões foram destinados ao mecanismo.

Atualmente, a energia fornecida por Itaipu às distribuidoras possui custo inferior ao das demais hidrelétricas cotistas e significativamente abaixo da média do mercado regulado brasileiro. O custo gira em torno de R$ 217 por megawatt-hora (MWh), enquanto a média do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) supera R$ 340 por MWh.

A redução da tarifa também é resultado direto da quitação da dívida de construção da usina. Até 2021, a tarifa média era de US$ 27,86 por kW/mês. Após a liquidação do débito, houve redução de 27,4%. Considerando o período de 2024 a 2026, com a tarifa fixada em US$ 17,66 por kW/mês, a queda acumulada chega a aproximadamente 36,6% em comparação com 2021.

De acordo com o diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone, a usina deixou de carregar os custos financeiros de sua construção e passou a oferecer uma das energias mais competitivas do mercado regulado brasileiro, ampliando os benefícios econômicos gerados pelo empreendimento.

A partir de 2027, a definição da tarifa dependerá das negociações entre Brasil e Paraguai, conforme previsto no Tratado de Itaipu. Qualquer alteração deverá ser acordada entre os dois países. A expectativa da direção da binacional é que os consumidores continuem sendo beneficiados pelos ganhos obtidos com a quitação da dívida e pela manutenção de tarifas mais competitivas nos próximos anos.

Foto: Divulgação

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