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Haddad diz que tarifa de 10% dos EUA não afeta competitividade do Brasil

Ministro afirma que medida de Donald Trump prejudica consumidor americano e destaca ação diplomática brasileira

Haddad diz que tarifa de 10% dos EUA não afeta competitividade do Brasil Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (21) que a competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelos Estados Unidos.

Segundo ele, a medida anunciada pelo presidente americano Donald Trump tende a prejudicar o consumidor dos próprios Estados Unidos.

“Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou Haddad à imprensa.

O ministro também defendeu a posição do país no cenário internacional. “O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo.”

Entenda as novas tarifas

As tarifas foram aplicadas na sexta-feira (20) e entram em vigor no dia 24. A decisão ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais, horas antes, taxas impostas por Trump no início de 2025.

O principal argumento da Corte é que o presidente não pode impor tarifas amplas sem autorização explícita do Congresso.

De acordo com Haddad, a instabilidade nas regras tarifárias cria incerteza no comércio internacional, mas o Brasil tem atuado por meio da diplomacia.

“Obviamente que não queríamos estar passando por isso, mas eu penso que, diante do desafio, o Brasil e a diplomacia brasileira andaram bem”, afirmou.

As novas tarifas isentam produtos como carne bovina, tomate, laranja e minerais críticos.

Agenda na Índia

Haddad falou após evento da ApexBrasil, em Nova Déli, na Índia. Ele integra comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa de visita de Estado e da cúpula de inteligência artificial no país.

Na sexta-feira (20), o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que as novas condições podem ser benéficas para alguns setores. Máquinas e equipamentos, motores, armas, têxteis e calçados eram alvo de tarifa de 40%. Com a nova alíquota de 10%, há redução nesses segmentos.

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