Créditos: Hugo Barreto/Metrópoles
Nikolas diz que Alcolumbre “se coloca de joelhos” ao STF
Deputado critica presidente do Senado por não pautar impeachment e veto ao PL da Dosimetria
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste sábado (21) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), “rebaixa até a própria representatividade” ao não pautar temas defendidos pela oposição.
A declaração foi dada após o parlamentar ser questionado sobre o andamento do chamado PL da Dosimetria no Congresso. O projeto foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cabe agora ao Legislativo decidir se mantém ou derruba o veto.
O texto trata da flexibilização de penas para condenados pelos atos extremistas ocorridos há três anos e pela tentativa de golpe de Estado.
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, Nikolas afirmou que a decisão está nas mãos de Alcolumbre.
“Não tem mais o que fazer, está tudo na mão do Davi Alcolumbre”, disse.
Críticas sobre impeachment no STF
O deputado também criticou a posição do presidente do Senado em relação ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Em agosto de 2025, Alcolumbre declarou que não pautaria o pedido e afirmou que a decisão sobre processos contra ministros do STF cabe exclusivamente à presidência do Senado.
Nikolas reagiu. “Ele é tão ignorante que isso inclui inclusive a dele. Ou seja, ele rebaixa até a própria representatividade dele em prol de se colocar ali de 4 para o STF. Poxa, se ajoelhar para o STF”, declarou.
CPMI do Banco Master
Durante a fala, o parlamentar voltou a defender a instalação de uma CPMI para investigar o caso do Banco Master, que ainda não foi aceita pela presidência do Senado.
Em publicação na rede social X, Nikolas escreveu que “todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado”. Ele também afirmou que já passou da hora de abrir impeachment do ministro Dias Toffoli.
O presidente do Senado ainda não se manifestou sobre as novas declarações.
