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Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news no STF

O procedimento foi instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Alexandre de Moraes como relator

Por Bruno Rodrigo

Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news no STF Créditos: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, defendeu nesta quinta-feira (26) a continuidade da tramitação do chamado inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar a disseminação de notícias e ataques contra a Corte.

A manifestação ocorreu durante discurso em celebração aos 135 anos de instalação do STF. Mendes ressaltou a atuação do tribunal na defesa da democracia e relembrou os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas, incluindo o prédio do Supremo.

O ministro afirmou que apoiou a abertura do inquérito ainda no início do governo de Jair Bolsonaro, período em que, segundo ele, o STF enfrentou ataques recorrentes. “Foi uma opção difícil. O que seria do Brasil não fora a instauração do inquérito das fake news?”, declarou.

O procedimento foi instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Alexandre de Moraes como relator. À época, Toffoli justificou a medida como forma de proteger a honorabilidade e a segurança dos ministros e de seus familiares.

O inquérito voltou ao centro do debate após decisão de Moraes que incluiu o presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, entre os investigados, após críticas à operação da Polícia Federal envolvendo auditores acusados de acessos ilegais a dados de ministros.

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