EPR reforça foco em concessões rodoviárias após vencer a Régis Bittencourt
Empresa passa a administrar oito concessões e consolida estratégia voltada à operação de corredores logísticos, com forte presença no Paraná
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Divulgação/ANTT
A conquista da concessão da BR-116 entre Curitiba (PR) e São Paulo (SP), conhecida como Régis Bittencourt, reforça a estratégia da EPR de concentrar sua atuação no setor de concessões rodoviárias. Após vencer o leilão promovido pelo governo federal com um desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, a empresa ampliou para oito o número de concessões em sua carteira e afirmou que continuará priorizando investimentos em rodovias.
O trecho de 383 quilômetros é um dos principais corredores logísticos do país e será administrado pela EPR pelos próximos 15 anos. A concessão prevê cerca de R$ 7,2 bilhões em investimentos destinados à ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e melhorias operacionais da estrada.
Segundo o diretor-presidente da empresa, José Carlos Cassaniga, a prioridade neste momento é executar o contrato com qualidade antes de pensar em novos projetos. A estratégia, segundo ele, permanece voltada ao segmento rodoviário, onde a companhia já atua tanto em concessões federais quanto estaduais.
A presença da EPR já é significativa no Paraná. A empresa administra três lotes do programa de concessões rodoviárias federal no estado, além de operações em Minas Gerais. Com a incorporação da Régis Bittencourt, fortalece sua posição em um dos principais eixos de transporte de cargas e passageiros do Sul e Sudeste do Brasil.
Os investimentos previstos serão realizados de forma gradual. Nos primeiros anos, a concessionária concentrará esforços na requalificação da rodovia e na recuperação da infraestrutura existente. A fase de ampliação da capacidade deverá começar entre o fim de 2028 e o início de 2029, abrangendo principalmente a implantação de terceiras faixas em trechos próximos às regiões metropolitanas de Curitiba e São Paulo, além de intervenções em áreas de serra para melhorar a fluidez do trânsito.
O contrato também contempla uma série de melhorias estruturais, incluindo quase 69 quilômetros de faixas adicionais, mais de 32 quilômetros de vias marginais, ciclovias, passarelas, pontos de ônibus, iluminação em trechos de serra, passagens de fauna, obras de drenagem e correções de traçado.
A vitória da EPR ocorreu em um leilão disputado por três empresas. Além da vencedora, participaram a Arteris, atual concessionária da rodovia, e a Motiva, antiga CCR. A concessão foi relicenciada após a repactuação do contrato vigente, mecanismo utilizado para atualizar o cronograma de investimentos e estabelecer novas condições econômico-financeiras para a exploração da rodovia.
O avanço da EPR ocorre em um momento de mudanças no cronograma nacional de concessões. O Ministério dos Transportes reduziu o número de leilões previstos para 2026 devido ao calendário eleitoral. A expectativa inicial era realizar 13 licitações neste ano, mas parte dos projetos foi transferida para 2027.
Mesmo com a revisão do cronograma federal, a conquista da Régis Bittencourt consolida a EPR como um dos principais operadores privados de infraestrutura rodoviária do país.
