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Eleições de 2026 vão renovar dois terços do Senado Federal

Dos 54 senadores com mandato encerrado neste ano, 32 tentam a reeleição, enquanto outros disputam cargos diferentes ou deixam a política eleitoral

Por Gazeta do Paraná

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Eleições de 2026 vão renovar dois terços do Senado Federal Créditos: Jonas Pereira/Agência Senado

As eleições de 2026 vão provocar uma das maiores mudanças na composição do Senado Federal. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa, o equivalente a dois terços do total. Serão escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, em uma renovação que ocorre de forma alternada a cada eleição geral, devido ao mandato de oito anos dos parlamentares.

Entre os 54 senadores que encerram o mandato neste ano, 32 decidiram tentar a reeleição. O grupo reúne representantes de diferentes partidos e regiões do país. Outros dez optaram por disputar cargos diferentes, enquanto 12 não concorrerão nas eleições.

Entre os que buscam permanecer no Senado estão nomes como Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Rogério Carvalho (PT-SE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Soraya Thronicke (PSB-MS), Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Weverton (PDT-MA).

A eleição também movimentará senadores que decidiram mudar de cargo. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputa a Presidência da República, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) concorre à Vice-Presidência na chapa de Romeu Zema. Marcos Rogério (PL-RO) tenta o governo de Rondônia.

Outros parlamentares buscam vagas em diferentes casas legislativas. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem à Câmara dos Deputados, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Há ainda senadores que aparecem como suplentes em chapas para o próprio Senado.

Entre os 12 senadores que encerram o mandato e não disputarão as eleições estão Rodrigo Pacheco (PSB-MG), Paulo Paim (PT-RS), Jorge Kajuru (PSB-GO), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Flávio Arns (PSB-PR) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).

A movimentação não se limita aos parlamentares com mandato terminando. Nove senadores eleitos em 2022, com mandato previsto até 2030, também decidiram disputar governos estaduais. Entre eles estão Sergio Moro (PL-PR), Renan Filho (MDB-AL), Cleitinho (Republicanos-MG), Omar Aziz (PSD-AM) e Efraim Filho (PL-PB). Se forem eleitos, deixarão antecipadamente suas cadeiras no Senado.

O levantamento também mostra mudanças partidárias entre os candidatos. Pelo menos 20 dos atuais senadores que tentam a reeleição trocaram de legenda desde 2018. Alessandro Vieira, por exemplo, saiu da Rede e foi para o MDB, enquanto Fabiano Contarato migrou da Rede para o PT e Randolfe Rodrigues fez o mesmo caminho.

As informações também revelam alterações nas declarações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral. Alguns candidatos modificaram dados de estado civil e cor ou raça em relação às eleições anteriores. Essas mudanças constam nos registros oficiais das candidaturas.

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