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Eleição de 2026 pode redesenhar forças no Senado com renovação de dois terços das cadeiras

Atualmente, o Senado não possui maioria claramente alinhada nem ao Palácio do Planalto nem aos grupos de oposição

Por Da Redação

Eleição de 2026 pode redesenhar forças no Senado com renovação de dois terços das cadeiras Créditos: Jonas Pereira/Agência Senado

A eleição de 2026 tende a redefinir de forma profunda o equilíbrio de forças no Senado Federal, que terá a renovação de dois terços de suas cadeiras. Em outubro, os eleitores escolherão 54 dos 81 senadores, com cada estado e o Distrito Federal elegendo dois representantes para mandatos de oito anos. A amplitude dessa renovação faz com que a disputa pela Casa Alta seja tratada por partidos e lideranças políticas como estratégica, tanto para a sustentação de um eventual novo governo quanto para a atuação da oposição a partir de 2027. As informações são do Poder 360.

Atualmente, o Senado não possui maioria claramente alinhada nem ao Palácio do Planalto nem aos grupos de oposição. Esse cenário, porém, pode mudar significativamente após o pleito. Levantamentos de intenção de voto realizados em todos os estados indicam que a corrida permanece aberta em boa parte do país, com vantagem regionalizada entre os campos políticos. Enquanto aliados do governo demonstram maior competitividade no Nordeste, a oposição aparece mais forte no Centro-Oeste e no Sul. No Sudeste e no Norte, predominam situações de equilíbrio ou indefinição.

O peso político da disputa está diretamente relacionado às atribuições do Senado, que incluem a análise de indicações para tribunais superiores, embaixadas e agências reguladoras, além da possibilidade de processar e julgar autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal. Por isso, a composição da Casa é vista como decisiva tanto para a governabilidade quanto para a capacidade de enfrentamento institucional entre os Poderes.

Entre os governistas, a estratégia passa por associar a eleição ao desempenho do Executivo e à força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição. A avaliação é de que uma vitória presidencial ampliaria as chances de eleger senadores alinhados ao Planalto, reduzindo riscos de bloqueio legislativo. O Nordeste surge como principal pilar dessa estratégia, com nomes ligados ao governo federal ou a administrações estaduais bem avaliadas aparecendo à frente nas pesquisas iniciais.

Já a oposição trabalha com a perspectiva de ampliar sua presença no Senado como forma de consolidar uma atuação mais incisiva contra o governo e contra decisões do Judiciário. Partidos de direita e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apostam no desempenho regional no Sul e no Centro-Oeste, onde o eleitorado historicamente demonstra maior afinidade com pautas conservadoras. Nessas regiões, pré-candidatos oposicionistas lideram cenários ou figuram entre os mais bem colocados.

O Sudeste, maior colégio eleitoral do país, desponta como um dos principais focos de atenção. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro apresentam disputas acirradas, com nomes de peso sendo cogitados tanto pelo governo quanto pela oposição. Em muitos casos, a definição das candidaturas dependerá de decisões estratégicas de lideranças nacionais, que avaliam se devem concorrer ou permanecer em funções executivas.

No Norte, embora a oposição apareça em vantagem numérica em alguns estados, o quadro é marcado por alto grau de indefinição. Lideranças regionais ainda avaliam alianças e possíveis chapas, o que pode alterar significativamente o cenário ao longo de 2025 e 2026. A tendência é de disputas fragmentadas, com múltiplos candidatos competitivos.

Outro fator relevante é a composição atual do Senado e o número de cadeiras que cada campo precisará conquistar para alcançar maioria. Considerando os mandatos que permanecem até 2031, a oposição precisará eleger um número expressivo de novos senadores para ultrapassar a marca de 41 cadeiras, enquanto o governo enfrenta o desafio de defender posições e avançar em estados onde hoje tem menor presença.

Com mais de um ano até a eleição, o cenário permanece dinâmico. Pesquisas iniciais oferecem apenas um retrato preliminar de tendências, que podem ser alteradas por fatores como a economia, o desempenho do governo, decisões judiciais e a formação das chapas majoritárias nos estados. Ainda assim, a disputa pelo Senado já se consolida como um dos eixos centrais da eleição de 2026, com potencial para influenciar de forma decisiva o rumo político do país na próxima década.

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