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Disputa pela Assembleia do Paraná já movimenta R$ 42,7 milhões

Do Carmo lidera ranking de arrecadação com R$ 1,25 milhão; 215 dos 615 candidatos ainda não registraram nenhuma receita ou despesa

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Disputa pela Assembleia do Paraná já movimenta R$ 42,7 milhões Créditos: Divulgação

A corrida por uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná já movimenta R$ 42,7 milhões entre os 615 candidatos a deputado estadual registrados para as eleições de 2026. Os recursos, porém, estão distribuídos de forma bastante desigual: enquanto alguns candidatos já ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão em arrecadação, 215 ainda não registraram nenhuma movimentação financeira.

O maior volume de recursos está nas mãos de Ademir do Carmo Rodrigues, o Do Carmo (Podemos), que declarou R$ 1,25 milhão em receitas. Na sequência aparecem Andressa Bianchessi (União), com R$ 982 mil; Secretária Márcia (PSD), com R$ 940 mil; Delegada Tathiana Guzella (PL), com R$ 905 mil; e Jessicão (PL), com R$ 900 mil.

Completam o grupo dos dez candidatos com maior arrecadação Zé Luiz (PL), com R$ 850 mil; Marcio Nunes (PSD), R$ 826 mil; Ney Leprevost (Republicanos), R$ 724 mil; Cantora Mara Lima (Republicanos), R$ 705 mil; e Tati (PL), com R$ 607 mil.

DINHEIRO PÚBLICO

A maior parte dos recursos que abastecem as campanhas vem de dinheiro público. Segundo os dados da prestação de contas eleitoral, 83% dos R$ 42,7 milhões arrecadados pelos candidatos a deputado estadual têm origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) ou no Fundo Partidário.

Na prática, o volume de dinheiro disponível para cada candidatura também revela as escolhas feitas pelas próprias legendas. São os partidos que definem a distribuição de grande parte dos recursos públicos destinados às campanhas, priorizando candidaturas consideradas competitivas ou estratégicas.

Entre os partidos, o PL aparece com o maior volume total destinado aos candidatos a deputado estadual, com R$ 9,67 milhões distribuídos entre 55 nomes. Na sequência estão o PSD, com R$ 6,38 milhões; o PP, com R$ 4,9 milhões; o Republicanos, com R$ 4,62 milhões; e o PT, com R$ 3,53 milhões.

O Novo soma R$ 3,27 milhões, enquanto União Brasil chega a R$ 2,96 milhões. Podemos registra R$ 2,01 milhões e MDB, R$ 1,76 milhão.

MULHERES NO TOPO

O dinheiro também evidencia o impacto das regras de financiamento eleitoral sobre a composição das campanhas.

Entre os 20 candidatos que mais arrecadaram até agora, há exatamente dez mulheres e dez homens. A distribuição está relacionada, entre outros fatores, à obrigação legal de os partidos destinarem pelo menos 30% dos recursos do fundo eleitoral para candidaturas femininas.

No PL, por exemplo, cinco mulheres aparecem entre os dez primeiros colocados do partido em arrecadação. Delegada Tathiana Guzella lidera a lista da legenda, com R$ 905 mil, seguida por Jessicão, com R$ 900 mil.

Na sequência aparecem Zé Luiz, com R$ 850 mil; Tati, R$ 607 mil; Bruna Fogaça, R$ 502 mil; e Dirlete Pinheiro, R$ 450 mil.

CENÁRIO AINDA PARCIAL

Apesar dos valores já declarados, o retrato financeiro da eleição ainda pode mudar. Os dados correspondem às receitas registradas pelas campanhas até 6 de setembro e estão sujeitos a novas atualizações.

Além disso, receitas e despesas podem ser lançadas em momentos diferentes. Por isso, o volume arrecadado não representa necessariamente o total que cada candidatura terá à disposição até o fim da campanha.

O levantamento mostra, porém, uma característica importante da disputa pela Assembleia: o acesso aos recursos está concentrado em uma parcela relativamente pequena dos candidatos.

Enquanto os dez primeiros já reúnem valores próximos ou superiores a R$ 600 mil, mais de um terço dos candidatos ainda não declarou qualquer receita ou despesa.

Com a campanha avançando, a distribuição dos recursos poderá influenciar diretamente a capacidade de cada candidato de investir em publicidade, estrutura, deslocamentos, material gráfico, comunicação digital e mobilização eleitoral.

A prestação de contas também permitirá acompanhar quais partidos concentram investimentos em determinadas candidaturas e quanto do dinheiro público destinado à eleição chegará efetivamente às ruas.

Foto: Divulgação 

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