Aconteceu. E era exatamente o que a Gazeta do Paraná havia previsto.
Keiko Fujimori, da direita, virou a eleição presidencial do Peru. Neste momento, a candidata da Fuerza Popular lidera a apuração com 9.032.651 votos contra 9.032.000 de Roberto Sánchez — 651 votos de vantagem. Uma margem que vai crescer nas próximas horas.
Conforme publicado com exclusividade pela Gazeta do Paraná há 24 horas, foram os votos da diáspora peruana que decidiram o pleito. Os lotes que chegaram da Argentina e dos Estados Unidos — duas das maiores comunidades peruanas no exterior, com mais de 115 mil e 368 mil eleitores respectivamente — foram determinantes para a virada. Keiko obtém 63,36% dos votos válidos no exterior. O padrão histórico se repetiu com precisão matemática.
E o jogo ainda não acabou. Faltam ainda aproximadamente 6% das atas consulares para serem incorporadas ao cómputo oficial. São votos de comunidades peruanas espalhadas por 66 países — onde Keiko predomina com ampla vantagem. Além disso, restam atas de Lima a serem contabilizadas, onde a candidata da direita também domina com cerca de 64% dos votos válidos.
A margem final projetada pela Gazeta do Paraná desde ontem: aproximadamente 46 mil votos para Keiko. Os números estão se confirmando um a um.
Enquanto isso, do outro lado, o clima já mudou. A esquerda que celebrava a vitória antes da hora — que encheu as redes sociais com fogos de artifício e transmissões ao vivo festivas ainda durante a madrugada — agora prepara uma narrativa diferente. Lideranças ligadas a Roberto Sánchez já articulam protestos contra o processo eleitoral no Peru, contestando a legitimidade da apuração antes mesmo de ela ser concluída. O roteiro é conhecido. É o mesmo de sempre.
Mas os números não mentem. E a matemática não tem ideologia.
Há 24 horas, quando 97% das urnas estavam apuradas e todos os jornais do mundo anunciavam a vitória da esquerda, nossa equipe — que esteve presencialmente no consulado do Peru em Madrid, terceiro maior colégio eleitoral peruano no mundo — publicou uma projeção que chocou: Keiko viraria. O exterior decidiria. A diferença seria de cerca de 46 mil votos.
A diferença saiu de 40.978 favoráveis a Sánchez. Caiu para 25 mil. Para 19 mil. Para 14 mil. Para 4 mil. Zerou. E virou.
O voto de quem foi embora decidiu o Peru. Buenos Aires. Santiago. Madrid. Tóquio. Nova York. Foram eles.
Aqui o jornalista Oswaldo Eustáquio, do alto do meu segundo exílio.
KEIKO SOFIA FUJIMORI HIGUCHI
FUERZA POPULAR
Créditos: Reprodução — Jornal Peru 21

