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Conheça os candidatos milionários que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná

Thiago Foltran (PT) ironiza patrimônios declarados por candidatos a deputado estadual e questiona se parlamentares com milhões em bens defendem os interesses da maioria dos trabalhadores

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Conheça os candidatos milionários que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná Créditos: Divulgação

O candidato a deputado estadual Thiago Foltran (PT) chamou atenção para o patrimônio declarado por concorrentes que disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em um vídeo publicado nas redes sociais, o petista apresentou uma lista de candidatos que, segundo os dados disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declararam patrimônios milionários.

O DivulgaCandContas é a plataforma oficial da Justiça Eleitoral para consulta de informações sobre candidaturas. Entre os dados disponíveis estão a lista e os valores dos bens declarados pelos candidatos. As informações são públicas e podem ser atualizadas durante o processo eleitoral.

Na relação apresentada por Foltran, os candidatos com maiores patrimônios declarados aparecem da seguinte forma:

13º – Delegado Jacovós (PL): R$ 10,5 milhões;

12º – Paulo Gomes (PL): R$ 10,606 milhões;

11º – Olga Agulhon (PP): R$ 10,627 milhões;

10º – Deuclésio Duarte (União Brasil): R$ 10,760 milhões;

9º – Daniel Andrasco (Podemos): R$ 12,225 milhões;

8º – Anibelli Neto (MDB): R$ 14,790 milhões;

7º – Sérgio Frederico (PL): R$ 14,933 milhões;

6º – Luiz Fernando Guerra (Novo): R$ 17,105 milhões;

5º – Natan Esperafico (PP): R$ 18,055 milhões;

4º – Beto Visoto (PT): R$ 20,705 milhões;

3º – Alex Canziani (Avante): R$ 26,346 milhões;

2º – Evandro da Unifama: R$ 28,755 milhões;

1º – Artagão Júnior (PSD): R$ 33,156 milhões.

Os valores correspondem ao patrimônio declarado pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral. A declaração inclui bens como imóveis, veículos, participações societárias, aplicações financeiras e outros ativos. O TSE ressalta que o DivulgaCandContas permite ao eleitor consultar essas informações individualmente e acompanhar também a evolução patrimonial de candidatos que já disputaram eleições anteriores.

No caso de Artagão Júnior, por exemplo, a declaração apresentada em 2022 totalizava R$ 8,159 milhões, segundo os dados eleitorais daquele pleito.

Ao comentar a relação, Thiago Foltran adotou tom irônico ao se referir aos concorrentes como “pobrinhos”. O candidato afirmou que sua campanha pretende trabalhar com poucos recursos e comparou sua estrutura eleitoral com a dos candidatos que declararam patrimônios milionários.

“Minha pequenina campanha sem gastar dinheiro, ou gastando muito pouquinho, está concorrendo com esses pobrinhos”, afirmou Foltran.

Na sequência, o candidato questionou a posição dos parlamentares que já ocupam mandato e buscam a reeleição, relacionando o patrimônio declarado com a atuação política e a representação dos interesses dos trabalhadores.

A declaração abre também um debate sobre a diferença entre patrimônio pessoal e capacidade financeira de uma campanha. Ter patrimônio elevado não significa, necessariamente, possuir o mesmo volume de recursos disponíveis para financiar uma candidatura. Os bens declarados à Justiça Eleitoral representam o patrimônio informado pelo candidato e não devem ser confundidos com arrecadação eleitoral.

O levantamento apresentado por Foltran, portanto, considera os valores de bens declarados no processo eleitoral. Como o cadastro eleitoral permanece sujeito a atualizações, os números podem sofrer alterações até a consolidação das informações pela Justiça Eleitoral.

Foto: Divulgação 

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