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Comércio da fronteira projeta alta em julho e empresários cobram segunda ponte Créditos: acrosstheuniverse

Comércio da fronteira projeta alta em julho e empresários cobram segunda ponte

Valorização do real frente à moeda norte-americana e férias escolares impulsionam otimismo em Ciudad del Este; lojistas preparam liquidações para o inverno

O comércio da fronteira entre Brasil e Paraguai vive um momento de otimismo e já se prepara para um aumento significativo no fluxo de consumidores durante o mês de julho. Com a proximidade das férias escolares no Brasil, empresários de Ciudad del Este acreditam que a próxima temporada pode registrar um dos melhores desempenhos dos últimos anos.

Entre os fatores que impulsionam essa expectativa está a valorização do real frente ao dólar. Com a moeda norte-americana em queda, os preços praticados no Paraguai se tornam mais atrativos para os brasileiros que atravessam a fronteira em busca de eletrônicos, roupas, perfumes e outros produtos importados.

Além do câmbio favorável, comerciantes destacam que as temperaturas mais amenas típicas do inverno e as campanhas promocionais preparadas para o período devem contribuir para ampliar o movimento de turistas e compradores.

Apesar da perspectiva positiva, representantes do setor alertam para possíveis dificuldades relacionadas à mobilidade na região de fronteira. Empresários defendem a entrada em operação da segunda ponte entre Brasil e Paraguai antes do início da alta temporada, como forma de reduzir congestionamentos e melhorar o fluxo de veículos.

Em entrevista ao Diário de Foz, o presidente do Centro de Importadores e Comerciantes do Alto Paraná (Cicap), Charif Hammoud, afirmou que o cenário atual reúne diversos fatores favoráveis para atrair visitantes.

Segundo ele, a combinação entre clima agradável, estabilidade do real, queda do dólar e as ações promocionais promovidas pelo comércio tornam Ciudad del Este ainda mais competitiva. Hammoud destacou que os lojistas vêm investindo em ofertas e liquidações para ampliar as vendas durante o período de férias.

A expectativa do setor é que o aumento da movimentação beneficie não apenas o comércio, mas também hotéis, restaurantes e outros segmentos ligados ao turismo na região trinacional.

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