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Ex-prefeito de Campo Magro, Claudio Casagrande acumula três contas rejeitadas
Prestações de contas do ex-prefeito do PSD acumulam pareceres de irregularidade no Tribunal de Contas e reprovações no Legislativo devido a déficits milionários recorrentes
O ex-prefeito de Campo Magro, Claudio Cesar Casagrande (PSD), acumula três exercícios com contas rejeitadas por órgãos de controle e pelo Legislativo municipal. A situação ganhou novo capítulo após a Câmara de Vereadores manter a reprovação das contas referentes a 2021, marcadas por um déficit de quase R$ 13 milhões.
A decisão foi tomada por nove votos a dois e confirmou o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que apontou irregularidades fiscais no exercício analisado. Segundo os relatórios, o município encerrou 2021 com déficit orçamentário e financeiro de R$ 12,95 milhões nas fontes livres, valor equivalente a 15,34% da receita arrecadada naquele ano.
Durante a análise do processo, a defesa do ex-prefeito alegou que parte dos problemas financeiros foi causada pelos impactos da pandemia da Covid-19 e questionou aspectos processuais da tramitação. No entanto, tanto o Tribunal de Contas quanto a Câmara entenderam que os argumentos não foram suficientes para afastar as irregularidades apontadas.
A reprovação de 2021 se soma a outras decisões desfavoráveis envolvendo a gestão de Casagrande. As contas de 2019 também foram rejeitadas após a identificação de déficit de 11,18% nas fontes livres do município, situação que resultou inclusive na aplicação de multa administrativa.
Outro exercício que recebeu apontamentos dos órgãos de controle foi o de 2023, quando foi registrado déficit superior a R$ 27 milhões, levando à emissão de parecer pela irregularidade das contas.
Além das três reprovações já registradas, o ex-prefeito ainda enfrenta uma quarta situação delicada. As contas de 2022 receberam parecer prévio do Tribunal de Contas recomendando nova reprovação, processo que ainda depende de análise definitiva pelos vereadores.
Os apontamentos feitos pelo TCE envolvem principalmente descumprimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal e desequilíbrio nas contas públicas. Segundo os relatórios, os déficits recorrentes comprometeram a capacidade financeira do município e motivaram as sucessivas recomendações pela rejeição das prestações de contas.
Caso a recomendação referente a 2022 também seja confirmada pela Câmara Municipal, Casagrande poderá encerrar sua passagem pela Prefeitura de Campo Magro com quatro exercícios reprovados pelos órgãos de fiscalização.
A reportagem tentou contato com o ex-prefeito Claudio Cesar Casagrande para obter um posicionamento sobre as reprovações das contas e os apontamentos feitos pelos órgãos de controle. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
