Caiado diz que STF vive momento delicado e cobra resposta à população
Candidato do PSD à Presidência afirma que a Corte precisa prestar esclarecimentos sobre a crise e defende avanço de investigações no Senado e na Justiça
Créditos: Valter Camargo/Agência Brasil
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) vive um “momento delicado” e que a Corte precisa “dar uma satisfação à população”.
A declaração foi dada em entrevista à Record, que será exibida neste domingo (6), no programa Domingo Espetacular, a partir das 20h30.
Caiado afirmou que, se eleito presidente, cobraria a mesma postura de qualquer chefe de Poder diante de uma situação semelhante. Para ele, uma resposta deve ser tomada rapidamente quando a autoridade moral de uma instituição é colocada em dúvida.
“O problema todo é quando você quebra a autoridade moral. É quando você faz com que a população não acredite nos poderes constituídos”, afirmou.
Segundo o candidato, a democracia depende do respeito às regras e à chamada “liturgia do cargo”. Caiado também afirmou que o envolvimento de uma autoridade em escândalos pode comprometer sua capacidade de exercer a função pública.
“A diferença entre a democracia e a barbárie é que a democracia tem regras”, disse.
Caiado defende investigações sobre crise no STF
Ao falar especificamente sobre o Supremo, Caiado afirmou considerar que a Corte passa por um período de fragilidade institucional e que precisa apresentar explicações à sociedade.
“Precisa dar uma satisfação à população”, declarou.
O candidato também defendeu que eventuais manifestações de defesa feitas por ministros do STF ocorram fora do próprio tribunal.
Caiado afirmou ainda que o Senado Federal e a Justiça comum devem continuar avançando nas investigações relacionadas à crise envolvendo o Banco Master.
A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes do STF após a divulgação de informações da Polícia Federal sobre relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades. O caso também envolve questionamentos sobre a atuação de ministros da Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
