Vereador cobra laudos de imóveis em áreas de risco em Pinhais diante dos impactos do El Niño
Parlamentar afirma que solicitou estudos à Prefeitura há cerca de 30 dias, mas ainda não recebeu resposta
Os impactos do El Niño se tornaram tema de discussão na Câmara Municipal de Pinhais nesta terça-feira (13). O vereador Amarildo da Regularização (PSB) cobrou laudos de imóveis em áreas de risco após visitas da Defesa Civil e ressaltou a necessidade de prevenção diante da intensificação do fenômeno climático.
O parlamentar iniciou o discurso criticando a falta de participação dos vereadores nas reuniões sobre o tema. Ele também relatou que equipes da Defesa Civil teriam visitado imóveis na região da Rua João Cláudio Mehl e alertado moradores sobre possíveis riscos. No entanto, segundo Amarildo, os laudos técnicos ainda não foram disponibilizados.
O laudo técnico de avaliação de risco é um documento que identifica as condições de segurança de uma edificação ou terreno, apontando possíveis ameaças, como deslizamentos, alagamentos e problemas estruturais. O documento auxilia os órgãos responsáveis na definição das medidas necessárias para proteger os moradores.
Segundo Amarildo, há cerca de 30 dias ele encaminhou um ofício à Prefeitura solicitando um estudo de risco dos imóveis, mas não obteve retorno.
“Gostaria de solicitar à secretária da pasta, Dra. Bianca, que providenciasse isso e desse atenção especial. Esse anúncio de crise do El Niño, de perigo, nós temos que nos preocupar e sair na frente”, afirmou.
El Niño no Paraná
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.
No Paraná, o fenômeno está associado ao aumento do risco de chuvas intensas, vendavais, granizo, enxurradas, inundações e deslizamentos.
Segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em outubro, há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. O cenário reforça a importância do monitoramento de áreas vulneráveis e da adoção de medidas preventivas pelos municípios.
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