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Senado terá 54 cadeiras em disputa nas Eleições 2026; veja quem fica e quem sai

Serão dois senadores em cada estado e no Distrito Federal; dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 32 tentam a reeleição, nove concorrem a outros cargos ou como suplentes e 13 não disputam a eleição

Gabriel Porta · · 5 min de leitura
Senado terá renovação de dois terços nas Eleições 2026
Senado terá renovação de dois terços nas Eleições 2026 — Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

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As Eleições 2026 vão renovar dois terços do Senado Federal. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa neste domingo (4), com duas vagas para cada estado e para o Distrito Federal.

O eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos para mandatos de oito anos. Não há segundo turno para a disputa pelo Senado.

A renovação ocorre dessa forma porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, a eleição alterna entre a renovação de um terço e de dois terços das cadeiras. Em 2022, foi escolhida uma vaga por estado e pelo Distrito Federal. Em 2026, duas cadeiras de cada unidade estarão em disputa.

Quem disputa as 54 cadeiras

Entre os 54 senadores que ocupavam, em setembro, as cadeiras com mandatos previstos para terminar em janeiro de 2027, 32 tentam a reeleição. Outros nove participam da eleição concorrendo a outros cargos ou como suplentes em chapas para o Senado. Os 13 restantes não são candidatos.

Os 32 senadores que tentam a reeleição são:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)

  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)

  • Carlos Fávaro (PSD-MT)

  • Carlos Portinho (PL-RJ)

  • Carlos Viana (PSD-MG)

  • Chico Rodrigues (PSB-RR)

  • Cid Gomes (PSB-CE)

  • Ciro Nogueira (PP-PI)

  • Eduardo Braga (MDB-AM)

  • Eduardo Gomes (PL-TO)

  • Eliziane Gama (PSD-MA)

  • Esperidião Amin (PP-SC)

  • Fabiano Contarato (PT-ES)

  • Humberto Costa (PT-PE)

  • Jaques Wagner (PT-BA)

  • Leila Barros (PDT-DF)

  • Lucas Barreto (PSD-AP)

  • Marcelo Castro (MDB-PI)

  • Marcio Bittar (PL-AC)

  • Marcos do Val (Avante-ES)

  • Plínio Valério (PSDB-AM)

  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)

  • Renan Calheiros (MDB-AL)

  • Rogério Carvalho (PT-SE)

  • Sérgio Petecão (PSD-AC)

  • Soraya Thronicke (PSB-MS)

  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)

  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

  • Weverton (PDT-MA)

  • Zenaide Maia (PSD-RN)

  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Senadores que disputam outros cargos

Nove atuais ocupantes das cadeiras em disputa não tentam a reeleição como titulares. Eles participam das eleições em outras disputas ou como suplentes:

  • Daniella Ribeiro (PP-PB), candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley;

  • Dra. Eudocia (PSDB-AL), candidata a primeira suplente de Marina JHC;

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República;

  • Izalci Lucas (PL-DF), candidato a deputado federal;

  • Jader Barbalho (MDB-PA), candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho;

  • Mara Gabrilli (PSD-SP), candidata a deputada estadual;

  • Marcos Rogério (PL-RO), candidato ao governo de Rondônia;

  • Nelsinho Trad (PSD-MS), candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja;

  • Roberta Acioly (Republicanos-RR), candidata a deputada federal.

13 senadores não disputam a eleição

Outros 13 senadores com mandatos até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas Eleições 2026. Por isso, não permanecerão como titulares do Senado a partir de 2027.

Entre eles está Rodrigo Pacheco, indicado para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta após a saída de Bruno Dantas. Segundo a Agência Senado, a indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso.

Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes e assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão.

Os outros nove são titulares.

Paraná terá duas novas caras no Senado

Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras que estão em disputa em 2026.

No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem à reeleição. Com isso, independentemente do resultado das urnas, as duas vagas em disputa no Estado terão novos titulares a partir de 2027.

O mesmo ocorre no Rio Grande do Sul, onde Luis Carlos Heinze e Paulo Paim não disputam a eleição. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a uma vaga de deputada estadual.

27 cadeiras não estão em disputa

As outras 27 cadeiras do Senado não serão renovadas nesta eleição. São os mandatos iniciados na eleição de 2022, com duração até janeiro de 2031.

Isso não significa que todos esses senadores estejam fora da eleição. Nove deles concorrem aos governos de seus estados:

  • Alan Rick (Republicanos), no Acre;

  • Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais;

  • Efraim Filho (PL), na Paraíba;

  • Omar Aziz (PSD), no Amazonas;

  • Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins;

  • Renan Filho (MDB), em Alagoas;

  • Sergio Moro (PL), no Paraná;

  • Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso;

  • Wilder Morais (PL), em Goiás.

Como esses mandatos vão até 2031, uma eventual derrota na disputa pelo governo estadual não encerra o mandato no Senado. Caso um desses senadores seja eleito governador, o suplente assumirá a vaga pelo período restante.

Os demais senadores dessas 27 cadeiras permanecem com mandato até 2031, independentemente do resultado da eleição para o Senado neste domingo.

O que muda no Senado a partir de 2027

Antes mesmo da apuração, já é possível saber que haverá mudanças na composição do Senado em 2027.

Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares dessas vagas. São os 13 senadores que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam de chapas como suplentes.

Esse número pode aumentar conforme o resultado das urnas entre os 32 senadores que tentam a reeleição.

Além disso, a eleição para os governos estaduais pode alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras que não estão em disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo.

Senador licenciado também disputa eleição

Entre os senadores licenciados está Eduardo Girão, que concorre ao cargo de vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema.

A situação é diferente das 54 cadeiras em disputa, já que Girão não ocupa uma vaga cujo mandato termina em 2027.

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