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Fonteles, Camilo e Haddad ganham força na montagem do novo governo Lula

Governador Rafael Fonteles, Camilo Santana, Fernando Haddad e André Janones estão entre os nomes cotados para integrar a nova Esplanada

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Rafael Fonteles e Camilo Santana
Rafael Fonteles e Camilo Santana — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

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A montagem do quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta os bastidores de Brasília, com mudanças importantes entre os nomes que devem ocupar os principais ministérios. Entre os mais citados estão o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, o senador Camilo Santana e o ex-ministro Fernando Haddad.

Fonteles é cotado para assumir o Ministério da Fazenda, posição que também chegou a ser considerada para o vice-presidente Geraldo Alckmin. A eventual escolha, porém, dependeria de uma decisão política do governador sobre o futuro no Piauí.

Fonteles acabou de ser eleito para comandar novamente o estado e uma possibilidade discutida entre aliados é que ele permaneça no cargo por um ou dois anos antes de seguir para Brasília. Nesse cenário, o vice-governador Washington Bandeira assumiria o governo estadual.

Camilo ganha espaço na Casa Civil

Outro nome que ganhou força na reorganização do governo é o de Camilo Santana. O senador e ex-ministro da Educação é cotado para a Casa Civil, um dos postos de maior proximidade com o presidente.

Camilo teve participação destacada na campanha de Lula no segundo turno, especialmente na articulação política, na mobilização de apoiadores e na comunicação. A atuação aumentou seu espaço nas conversas sobre a composição do próximo governo.

A Casa Civil havia sido associada inicialmente ao nome de Fernando Haddad. A possibilidade perdeu força depois que o ex-ministro foi derrotado na disputa pelo governo de São Paulo.

Haddad, no entanto, continua sendo considerado para o primeiro escalão. Uma das possibilidades discutidas é que ele assuma o Ministério da Justiça, que ganharia uma função mais política caso o Ministério da Segurança Pública seja recriado.

Também voltou a ser considerada a possibilidade de Haddad retornar ao Ministério da Educação, pasta que comandou durante os governos anteriores de Lula.

Janones aparece entre os cotados

Além dos três nomes que concentram parte das conversas sobre as principais pastas, André Janones também passou a ser citado para integrar a Esplanada.

O deputado ganhou destaque durante a campanha pelo trabalho de mobilização digital em apoio a Lula. Entre as possibilidades discutidas estão a Secretaria de Comunicação, uma área ligada às redes digitais ou uma pasta voltada à articulação com a juventude.

Aliados derrotados também podem ganhar espaço

A nova composição do governo também pode abrir espaço para aliados que não conseguiram se eleger.

Entre os nomes citados está João Campos (PSB), além de Eduardo Paes e dos senadores Renan Calheiros e Simone Tebet.

Lula também deve manter no governo alguns dos atuais aliados, entre eles Marina Silva e Gleisi Hoffmann.

As definições ainda dependem das escolhas do presidente para o quarto mandato. A composição da nova Esplanada deve ser discutida ao longo das próximas semanas.

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