PL deve lançar Rogério Marinho para disputar presidência do Senado em 2027
Mesmo com articulações de Davi Alcolumbre por apoio à reeleição, partido pretende apresentar candidatura própria; Tereza Cristina também mantém intenção de concorrer
O PL deve anunciar o senador Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado Federal na eleição marcada para fevereiro de 2027. A decisão ocorre apesar das articulações do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca apoio de diferentes partidos para permanecer no comando do Legislativo por mais dois anos.
A partir da próxima legislatura, o PL terá a maior bancada do Senado, com 28 parlamentares. Para vencer a eleição, o candidato precisará obter pelo menos 41 votos entre os 80 senadores.
Marinho já confirmou que pretende disputar o cargo. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que, neste momento, o nome do parlamentar reúne maior apoio dentro da legenda.
ALCOLUMBRE BUSCA APOIO DA OPOSIÇÃO
Alcolumbre tem conversado com senadores de diferentes partidos, inclusive de legendas da oposição, como PL, PP e Republicanos. Uma das possibilidades discutidas nos bastidores é a votação de um projeto de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pauta poderia aproximar o presidente do Senado de setores da oposição e ampliar seu apoio para uma eventual reeleição. Também há discussões sobre a pressão por pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entretanto, o PL não teria aceitado, de forma majoritária, um acordo com Alcolumbre e pretende iniciar a campanha de Marinho nos próximos dias.
TEREZA CRISTINA TAMBÉM QUER DISPUTAR
Além de Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a intenção de concorrer à presidência do Senado. Ela declarou que pretende ser a primeira mulher a ocupar o cargo e afirmou que continuará articulando apoio até a eleição.
Michelle Bolsonaro, senadora eleita pelo Distrito Federal, também é apontada como apoiadora da candidatura de Tereza Cristina.
A disputa dentro da oposição ocorre em meio a divergências sobre a estratégia para a eleição da Mesa Diretora. Parte dos parlamentares defende uma composição com Alcolumbre para evitar que o PL perca espaço no comando de comissões importantes, caso seu candidato seja derrotado.
MARINHO JÁ FOI DERROTADO EM 2023
Rogério Marinho disputou a presidência do Senado em 2023, mas foi derrotado por Rodrigo Pacheco. Na avaliação de integrantes do PL, uma nova candidatura sem acordo prévio poderia repetir o resultado e reduzir a influência do partido na distribuição dos cargos da Mesa.
O cenário também é marcado por divergências entre lideranças da oposição sobre a relação com Alcolumbre e a condução de pautas como a anistia.
A eleição está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, as conversas entre partidos e senadores devem definir se a disputa terá candidaturas independentes ou uma composição de apoio ao atual presidente da Casa.
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