PF investiga mais de 2,4 mil casos de crimes eleitorais às vésperas do segundo turno
Polícia Federal já realizou 89 operações em 2026 e apreendeu R$ 51,6 milhões em bens; instituição reforça orientações para denúncias durante a votação de domingo (25)
A Polícia Federal (PF) intensifica a atuação contra crimes eleitorais em todo o Brasil às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Segundo balanço divulgado pela instituição, 2.429 inquéritos relacionados a possíveis irregularidades eleitorais estavam em andamento até as 8h de terça-feira (21). Ao longo de 2026, foram instaurados 1.538 novos inquéritos.
A PF também realizou 89 operações relacionadas a crimes eleitorais neste ano. As ações resultaram na apreensão de R$ 51,6 milhões em bens, dos quais aproximadamente R$ 31,6 milhões correspondem a dinheiro em espécie.
Os números mostram a dimensão das investigações conduzidas pela instituição durante o processo eleitoral. A existência de um inquérito, no entanto, não significa que houve comprovação de crime ou responsabilização dos investigados.
No domingo, a Polícia Federal manterá equipes mobilizadas em todo o país, em articulação com a Justiça Eleitoral e os demais órgãos responsáveis pela segurança da votação.
Violência política também está entre os crimes investigados
Entre os casos acompanhados pela Polícia Federal estão investigações relacionadas à violência política de gênero e raça.
Até 21 de outubro, havia 102 inquéritos em andamento relacionados ao crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral. Desse total, 85 foram instaurados em 2026.
A atuação da instituição envolve diferentes setores, incluindo polícia judiciária, inteligência, perícia criminal e investigação de crimes cibernéticos.
A PF ressalta que os dados são atualizados constantemente e podem sofrer alterações conforme o registro de novas ocorrências e o andamento das investigações.
Como denunciar possíveis crimes eleitorais
Cidadãos que tiverem conhecimento de possíveis crimes eleitorais de competência da Polícia Federal podem encaminhar informações pelo canal Comunica PF, disponível no site oficial da instituição, ou comparecer presencialmente a uma unidade da corporação.
Para facilitar a análise, a orientação é apresentar o maior número possível de informações sobre o episódio, incluindo identificação dos envolvidos, descrição da conduta, data, horário e local da ocorrência.
Também podem ser enviados documentos, fotografias, vídeos, gravações de áudio, mensagens e outros registros que contribuam para a apuração.
Após o recebimento, as informações são avaliadas pela autoridade competente, que verifica a existência de indícios de crime e a necessidade de adoção de medidas investigativas.
Inteligência artificial e crimes nas redes sociais
A Polícia Federal também acompanha possíveis crimes eleitorais praticados no ambiente digital, incluindo situações que envolvam imagens, vídeos e áudios produzidos ou manipulados com ferramentas de inteligência artificial.
Segundo a instituição, o uso dessas tecnologias, por si só, não caracteriza necessariamente crime. Cada situação deve ser analisada individualmente, considerando o conteúdo, as circunstâncias da divulgação e a existência de indícios de conduta ilegal.
Nos casos envolvendo redes sociais, a orientação é preservar capturas de tela, mensagens, e-mails, áudios e informações que permitam identificar os perfis ou conteúdos envolvidos.
Esses registros podem contribuir para investigações sobre eventuais ilícitos eleitorais praticados pela internet.
Segurança reforçada no segundo turno
Durante a votação de domingo (25), a Polícia Federal continuará atuando na prevenção, repressão e investigação de crimes eleitorais dentro de suas atribuições legais.
O trabalho será realizado em conjunto com a Justiça Eleitoral e demais instituições responsáveis pela segurança do pleito, com atendimento de ocorrências e análise de denúncias encaminhadas pela população.
A instituição destaca que a participação dos cidadãos na comunicação de possíveis irregularidades contribui para a identificação de condutas que possam comprometer a legalidade do processo eleitoral.
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