PF faz busca em endereço ligado a Flávio Bolsonaro após saída do Brasil
Operação autorizada por Alexandre de Moraes ocorre um dia após senador deixar o país e busca documentos e equipamentos eletrônicos
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A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira (28) um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em Brasília. Segundo investigadores, o local seria a mansão do parlamentar.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorre um dia depois de informações sobre a saída de Flávio do Brasil. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu aval às buscas.
Os agentes procuram documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir com a investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo negócios relacionados a casas de apostas.
A ação está ligada ao inquérito relatado por Moraes, que apura uma possível relação de Flávio com negócios do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador.
Flávio deixou o Brasil
A busca ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o país. Na manhã desta quarta-feira, o senador e familiares viajavam para os Estados Unidos.
O voo partiu da Argentina, fez uma breve escala no Equador e seguiu em direção a Miami. Segundo o FlightAware, a aeronave decolou às 6h22, no horário de Brasília, com previsão de chegada ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40.
A viagem ocorreu depois de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes. A decisão foi tomada no âmbito da investigação que apura possíveis negócios do senador com empresas relacionadas a Willer Tomaz.
Na terça-feira (27), o governo dos Estados Unidos afirmou que concederia vistos para Flávio e seus familiares e permitiria a entrada deles no país.
Duas investigações no STF
Flávio Bolsonaro é investigado em dois casos que tramitam no Supremo.
Uma das apurações, relatada pelo ministro André Mendonça, trata de possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesse caso, a investigação envolve repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme.
A outra investigação é relatada por Alexandre de Moraes e envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada a uma casa de apostas.
Segundo relatório da Polícia Federal, a quebra do sigilo telemático de Willer Tomaz revelou e-mails que indicariam que Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade do advogado.
A PF também afirmou ter encontrado “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”. A empresa foi a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de cota fixa no estado.
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