Lula e Flávio Bolsonaro ampliam disputa digital no segundo turno
Campanhas mobilizam influenciadores, parlamentares e grupos de WhatsApp para conquistar eleitores e aumentar o alcance de conteúdos nas redes sociais
A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou força nas redes sociais na primeira semana do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. As duas campanhas intensificaram a mobilização digital, com vídeos, influenciadores, parlamentares e canais de WhatsApp para ampliar o alcance das publicações e conquistar novos votos.
Lula passou a gravar vídeos em formato de selfie e reuniu jovens políticos e influenciadores em Brasília para coordenar ações nas plataformas digitais. A iniciativa busca ampliar a presença da esquerda nas redes e alcançar eleitores que não votaram no primeiro turno.
Segundo o secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, o resultado da primeira etapa da eleição levou a uma mudança de estratégia. O partido montou uma estrutura para receber integrantes de uma força-tarefa digital, que pretende intensificar a divulgação de propostas relacionadas ao custo de vida, à geração de empregos e à tarifa zero no transporte público.
Entre os envolvidos estão a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o deputado eleito Jones Manoel (PSOL-PE) e a deputada eleita Luna Zarattini (PT-SP). O deputado federal André Janones (Rede-MG) também atua na mobilização por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado em abril para orientar apoiadores e estimular o compartilhamento de conteúdos.
Flávio aposta na mobilização de apoiadores
Do lado de Flávio Bolsonaro, aliados organizaram o canal “Tropa do Flávio”, divulgado por parlamentares e apoiadores para reunir militantes e ampliar a circulação de publicações favoráveis ao candidato.
O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) convocou seguidores a participar da comunidade e afirmou que o grupo pretende responder às ações digitais do PT. Flávio também divulgou o canal e acusou os adversários de disseminar informações falsas, alegação que faz parte do embate entre as campanhas.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que possui mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, publicou um vídeo contestando declarações recentes de Lula. O empresário Pablo Marçal, que apoia Flávio, também convocou seguidores a integrar a mobilização.
Outra frente envolve o monitoramento de conteúdos considerados falsos pela equipe do senador. Entre os episódios citados estão rumores sobre uma possível mudança no título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil e um vídeo manipulado por inteligência artificial que atribui a Flávio declarações sobre cortes no 13º salário e nas aposentadorias.
Canais atuam fora das estruturas oficiais
Apesar da articulação entre apoiadores, integrantes das equipes dos dois presidenciáveis afirmam que os canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio” não integram formalmente as campanhas oficiais.
As iniciativas mostram como o WhatsApp e as redes sociais se tornaram espaços centrais da disputa eleitoral, usados para distribuir mensagens, mobilizar militantes e rebater declarações dos adversários. A estratégia também busca alcançar eleitores além dos canais tradicionais de comunicação política.
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