🗳️ Eleições 2026: confira o resultado final da apuração Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Brasil

Kassab condiciona aproximação do PSD a governo Lula voltado ao centro

Presidente do PSD defendeu equilíbrio fiscal e uma equipe econômica forte para que o partido aprofunde a relação com o quarto governo de Lula

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Kassab anuncia neutralidade do PSD no 2º turno
Kassab anuncia neutralidade do PSD no 2º turno — Crédito: PSD / Divulgação

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará conduzir o quarto mandato com uma agenda econômica voltada ao centro para ampliar a aproximação com o partido.

A declaração foi dada neste domingo (1º), durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band. Kassab afirmou que o PSD poderá participar da base do governo caso Lula sinalize compromisso com o equilíbrio das contas públicas e com uma agenda que dialogue com o centro político.

“Se ele [Lula] quiser um governo também voltado ao centro, ele terá uma chance maior”, afirmou o dirigente.

Kassab também defendeu que o presidente concilie os compromissos sociais assumidos durante a campanha com medidas de controle dos gastos públicos. Para ele, o próximo governo precisará cortar despesas, subsídios e privilégios.

Referência em Palocci e Meirelles

Na avaliação de Kassab, Lula deveria buscar uma equipe econômica com força política e autonomia para conduzir as contas públicas. O presidente do PSD citou como referência a dupla formada por Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central no primeiro mandato de Lula.

“O que o Lula precisa fazer agora é encontrar a sua dupla Meirelles-Palocci, delegar o comando, empoderar para que eles possam atingir o objetivo de trazer equilíbrio fiscal, tranquilizar o mercado”, afirmou.

Kassab também defendeu que o governo tenha dois nomes centrais na condução econômica, um no Ministério do Planejamento e outro na Fazenda. Segundo ele, o primeiro deveria ter capacidade para revisar despesas e promover cortes, enquanto o segundo precisaria transmitir segurança ao mercado.

O dirigente ainda defendeu que o ajuste das contas seja feito sem aumento da carga tributária, com redução de gastos, subsídios e privilégios.

PSD pode ampliar relação com Lula

A declaração ocorre depois de Kassab afirmar, em entrevista ao jornal O Globo, no sábado (31), que o governo Lula já havia procurado o PSD. Segundo ele, uma relação “mais profunda” entre o partido e o próximo governo dependeria de medidas econômicas capazes de promover equilíbrio fiscal e aproximar o Planalto do centro político.

O PSD já participou do atual governo, mas Kassab afirmou que a legenda não se considerava formalmente parte da base. Para o próximo mandato, a possibilidade de uma aproximação maior está em discussão.

A legenda terá 43 deputados na Câmara a partir de 2027, cinco a menos do que na atual legislatura. Ainda assim, o partido será uma das forças que Lula precisará considerar nas negociações para formar uma base de apoio no Congresso.

Kassab fala sobre oposição

Durante a entrevista, Kassab também avaliou o cenário da oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula na eleição presidencial.

Para o presidente do PSD, Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência da direita. “A direita tem um líder, Jair Bolsonaro”, afirmou.

Kassab também avaliou, em entrevista anterior ao O Globo, que a escolha de Flávio como candidato presidencial dividiu o eleitorado de centro e contribuiu para o resultado da eleição.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.