Após reação do mercado, governo Lula diz que ajuste fiscal não é prioridade
Ministro José Guimarães afirmou que tema não está entre as prioridades do governo, que pretende votar três propostas no Congresso até dezembro
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende priorizar uma proposta de ajuste fiscal até o fim do ano, afirmou nesta terça-feira (27) o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
Responsável pela articulação política do governo, Guimarães disse que o tema não foi discutido e não está entre as prioridades da bancada governista no Congresso.
“Esse assunto [ajuste fiscal] não foi discutido, e nem está sendo discutido, e muito menos aqui na bancada”, afirmou.
A declaração ocorre um dia depois de uma forte reação do mercado financeiro à reeleição de Lula, confirmada no domingo (25). Na segunda-feira (26), o Ibovespa chegou a cair 13,88%, levando a B3 a acionar o circuit breaker. Foi a maior queda do índice desde 2020.
O dólar também teve forte alta. A moeda americana fechou o pregão de segunda-feira em R$ 5,4027, avanço de 8,21%. Durante o dia, chegou a R$ 5,6048. Segundo os dados apresentados, foi a maior alta percentual do dólar em um único dia desde 18 de janeiro de 1999.
Governo define outras prioridades
Apesar da pressão do mercado por medidas na área fiscal, Guimarães afirmou que o governo pretende concentrar os esforços até dezembro em três propostas que já estão em tramitação no Congresso.
Entre elas está a PEC da Segurança Pública, além da medida provisória que trata das apostas esportivas, as chamadas bets, e da proposta de emenda à Constituição que prevê transporte público gratuito aos finais de semana.
Segundo o ministro, a votação das matérias depende da formação das comissões mistas responsáveis pela análise das propostas.
“Nós temos pautas que já estão tramitando. Nós precisamos votar PEC da Segurança, MP [medida provisória] das Bets e a questão da tarifa zero”, afirmou.
Guimarães disse que o objetivo é conseguir votar as três propostas até 20 de dezembro.
“Se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos damos o satisfeito”, declarou.
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